Commodities Agrícolas

12/07/2012

Commodities Agrícolas

 


Chuvas ditam preços O açúcar demerara reverteu as perdas do último pregão e fechou em alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março de 2013 registraram ganho de 26 pontos e alcançaram 23,29 centavos de dólar por libra. As cotações da commodity foram impulsionadas pela renovação do temor quanto ao aperto nos estoques globais. Juliano Ferreira, corretor da Icap Futures, disse à agência Dow Jones Newswires que o mercado está sendo movido pela lentidão na colheita de cana no Brasil (maior produtor mundial de açúcar), por conta do excesso de chuvas, e pelo atraso do período de monções na Índia, que traz as precipitações necessárias ao plantio. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 54,44, em alta de 0,17%.

Qualidade em xeque A volta das chuvas, ainda que em baixos volumes, às regiões produtoras de café do Brasil sustentou as cotações da variedade arábica em Nova York. Os papéis para setembro subiram ontem 20 pontos, a US$ 1,8470 por libra-peso. Para a Somar Meteorologia, a frente fria que avança sobre São Paulo, Paraná e sul de Minas Gerais não deve atrapalhar a colheita, mas pode afetar a qualidade. "Cerca de 20% da produção já está condenada a ser classificada como cafés de baixa qualidade", contou à Dow Jones Newswires Joaquim Ferreira Leite, diretor de exportação da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, localizada em Minas Gerais. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade registrou a mínima de R$ 410 e a máxima de R$ 420, segundo o Escritório Carvalhaes.

Mercado abastecido A revisão para cima da colheita de laranja na Flórida colaborou para derrubar os preços do suco na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em setembro recuaram 290 pontos, a US$ 1,2530 por libra-peso. Segundo anúncio feito ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção na Flórida (região que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás do Brasil) deve somar 146,5 milhões de caixas este ano, ante as 146,2 milhões de toneladas previstas no relatório do mês passado. O acréscimo, apesar de pequeno, agrava a situação de super-abastecimento. No mercado doméstico, o preço médio pago pela caixa de laranja-pera de mesa ao produtor paulista ficou em R$ 5,42, em queda de 6,07%, segundo o Cepea/Esalq.

Menor oferta O algodão avançou pelo quarto pregão seguido em Nova York. Os contratos para dezembro encerraram ontem em alta de 95 pontos, a 71,02 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório divulgado também ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a previsão para a produção da fibra nos EUA em 2012/13, mas rebaixou a área plantada em 4%, ante o relatório do mês passado. Já para a safra da Índia, o órgão estimou uma queda de um milhão de fardos, por conta do recuo na área plantada e ao atraso do período de monções, que traz chuvas necessárias à semeadura. No mercado interno, a arroba do algodão em pluma no oeste da Bahia ficou a R$ 51,26, segundo levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba)

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