Commodities Agrícolas

13/07/2012

Commodities Agrícolas


Sem geadas Após três pregões seguidos em alta, o café arábica recuou ontem em Nova York. Os papéis para setembro sofreram uma baixa 265 pontos, a US$ 1,8205 por libra-peso. Previsões indicavam geadas para regiões produtoras do Brasil (maior fornecedor mundial), que não foram confirmadas. "Agora, os traders tentam minimizar as perdas com a venda de contratos, antes que os preços caiam mais", explicou Bill Collard, presidente da Futures Management Group, à Dow Jones Newswires. Não há perspectivas de chuvas ou geadas para o final de semana nas principais regiões produtoras brasileiras, mas o frio deve ser intenso. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade registrou o preço mínimo de R$ 410 e o máximo de R$ 420, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Vendas fracas O desempenho modesto das exportações americanas pressionou os preços do algodão negociado na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 109 pontos, para 69,93 centavos de dólar por libra-peso. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem que, na semana encerrada em 5 de julho, o país realizou vendas líquidas de 8,8 mil toneladas da fibra para a safra atual e de mais 95,1 mil toneladas para a próxima temporada. Contudo, a China cancelou a compra de 22,1 mil toneladas da commodity que seriam entregues ainda no ciclo 2011/12. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos oito dias ficou a R$ 1,5805 por libra-peso, em queda de 0,11%.

Atenção ao clima O milho "corrigiu" as perdas do pregão anterior e subiu em Chicago ontem. Os contratos para entrega em setembro fecharam em alta de 27,25 centavos, a US$ 7,3125 por bushel. Mais da metade das lavouras americanas do grão está em fase de polinização, período em que a falta de chuvas pode afetar duramente a produtividade. A meteorologia, no entanto, aponta para um pequeno alívio. "No curto prazo, existem boas chances de chuvas, embora o volume deixe a desejar e a cobertura se restrinja ao leste do cinturão agrícola", explicou Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York. No mercado doméstico, a saca em Rondonópolis (MT) teve o preço de compra a R$ 20 e o de venda a R$ 21,80, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na esteira do milho A alta do milho e o temor com o aperto na produção sustentaram o trigo em Chicago. Os contratos para setembro subiram 20,50 centavos, a US$ 8,4675 por libra-peso. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 26 centavos, a US$ 8,47 por bushel. Traders dizem que o cereal tem risco de queda, já que os fortes ganhos dos últimos dias foram mais baseados na valorização do milho (os dois grãos concorrem no mercado de ração) do que no seu próprio quadro de oferta e demanda - ainda que haja uma queda na safra mundial por conta da seca em regiões produtoras, os estoques são amplos. No mercado interno, o preço médio da saca de 60 quilos subiu 0,04%, a R$ 26,96, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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