16/07/2012
Commodities Agrícolas
Tomate dispara em SP
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários paulistas pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de julho com variação positiva de 1,51%. Foi a quinta alta consecutiva do indicador, mais uma vez sustentada por valorizações médias tanto no grupo formado por 13 vegetais (0,87%) quanto no composto por seis produtos de origem animal (3,24%). No primeiro, informou o IEA, o destaque foi novamente as disparadas de tomate para mesa (52,75%) e da batata (26,78%), dois produtos cuja oferta tem enfrentado adversidades climáticas. No segundo, os ganhos foram liderados por ovos (11,78%), cuja produção recuou para se ajustar à oferta, e carne de frango (10,7%).
Impulso chinês
O algodão foi beneficiado no pregão de sexta-feira em Nova York pela alta de 7,6% no Produto Interno Bruto (PIB) da China no segundo trimestre do ano. Os contratos para dezembro ficaram a 72,66 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 273 pontos (o maior avanço em cinco semanas). Os chineses são os maiores importadores de algodão do mundo. A commodity teve uma valorização de 2,3% desde meados de junho, ante 46% do milho e 18% da soja. "Com a atual relação entre o algodão e suas culturas concorrentes, esperamos uma queda significativa na área plantada em 2013", disse Peter Egli, da Plexus Cotton, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o valor da arroba em Nova Mutum (MT) saiu por R$ 49, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Seca continua
As cotações da soja voltaram a subir na bolsa de Chicago, na sexta-feira, em função da continuidade do tempo quente e seco no Meio-Oeste americano. Os contratos da oleaginosa para agosto avançaram 22,25 centavos, a US$$ 15,9475 por bushel. Os mapas climáticos indicam que a estiagem e as temperaturas elevadas predominarão nos próximos dez dias nas regiões produtoras de soja nos Estados Unidos. Com estoques já apertados, uma colheita decepcionante nesta temporada significará maior aperto nas reservas mundiais da commodity e preços elevados nos próximos meses. No mercado doméstico, o valor médio da saca de 60 quilos de soja ficou a R$ 67,06 no Paraná, em alta de 1,13%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Força compradora
Os problemas com o clima nos Estados Unidos seguem a sustentar os preços do milho na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro subiram 9,25 centavos no último pregão, a US$ 7,4050 por bushel. "Temos visto uma grande força compradora. O mercado chega a realizar no meio do pregão e perto do fechamento sobe novamente", conta Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. Previsões indicam chuvas de baixo volume para partes de Iowa, Illinois e Indiana até meados da próxima semana, e possibilidade de precipitações em Ohio, Michigan e Wisconsin de quarta-feira em diante. No mercado interno, o preço médio da saca de 60 quilos ficou a R$ 19,75 no oeste da Bahia, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).