Commodities Agrícolas

17/07/2012

Commodities Agrícolas


Correção após alta O café arábica registrou perdas ontem em Nova York, após ter atingido no pregão anterior o maior valor em 15 semanas. Os papéis para setembro caíram 215 pontos, a US$ 1,8395 por libra-peso. Para Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, a queda pode ter sido motivada por uma correção após a recente alta. "Mas, ainda assim, os preços estão em território positivo", disse ele, que acredita que as cotações seguirão firmes. As atenções estão voltadas ao clima no Brasil, já que as regiões produtoras têm enfrentado chuva e frio. "Se esse tempo persistir, os problemas de perda de qualidade se acentuarão". No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 410 e a máxima de R$ 420, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Clima não ameaça As cotações do suco de laranja caíram ao menor valor em duas semanas ontem em Nova York, diante da oferta robusta e da baixa demanda. Novembro despencou 405 pontos, para US$ 1,1655 por libra-peso. Costuma haver uma adição de prêmios aos preços durante a temporada de furacões nos EUA (que começou em junho), já que esses eventos podem trazer danos à Flórida, onde está o segundo maior pomar de citros do mundo. Porém, não houve nenhuma grande ameaça até agora. Jack Scoville, da Price Futures Group, disse à Dow Jones Newswires que o suco seguirá sob pressão até que os estoques baixem ou novas tempestades tropicais apareçam. No mercado interno, o valor pago ao produtor paulista pela caixa de laranja-pera de mesa ficou a R$ 5,34, alta de 0,19%, segundo o Cepea/Esalq.

Colheita menor O algodão teve o segundo pregão seguido de alta ontem em Nova York. Os papéis para dezembro subiram 64 pontos, para 73,30 centavos de dólar por libra-peso. Para o Goldman Sachs, há riscos à produção, já que dados recentes indicam que a colheita mundial será menor do que o previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). "Com os preços de outras culturas em grande elevação, o algodão oferece retornos menores e cria a possibilidade de que a área plantada e a produção no Hemisfério Sul sejam menores que as estimativas", afirmou o banco, em relatório reproduzido pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço da arroba no oeste da Bahia ficou em R$ 49,47, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Quebra de safra O trigo segue impulsionado pela alta do milho e pelo temor de menor produção do cereal no mundo. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro avançaram ontem 35,25 centavos, para US$ 8,9775 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 0,32 centavo, a US$ 9,03 por bushel. Como o milho concorre com o trigo no setor de ração, a elevação nos preços do grão poderia estimular a demanda pelo cereal. As expectativas de safra menor em fornecedores como Rússia, Austrália e países da Europa (por conta do clima seco) têm ajudado a sustentar as cotações, mesmo com estoques amplos. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou a R$ 27,44 no Paraná, alta de 0,77%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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