Encontro discute modelo de gestão do Terminal Pesqueiro de Salvador

23/07/2012

Encontro discute modelo de gestão do Terminal Pesqueiro de Salvador


No estado, a atividade é incentivada com melhoria da infraestrutura e treinamento de pescadores

 



Representantes de 23 colônias, cooperativas e associações de pescadores discutiram ontem, no auditório da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Ondina, o modelo de gestão do Terminal Pesqueiro Público de Salvador, que está sendo construído na Ribeira pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).

O terminal, que está em fase de conclusão, é um instrumento de apoio ao desenvolvimento do setor pesqueiro e aquícola, com produtos e serviços de qualidade a preços competitivos, afirma o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli. Juntamente com o assessor de relações institucionais da empresa, Manoel Barbosa, ele esclareceu sobre as vantagens e desvantagens dos três modelos de gestão – pública, privada e compartilhada.

Inserção – Os representantes dos pescadores decidiram pela gestão compartilhada que, entre outras vantagens, proporciona legalização do processo comercial para milhares de pescadores, maior garantia de eficiência e eficácia devido à experiência dos envolvidos. Os gestores terão suporte administrativo, financeiro, operacional e comercial de consultores do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/BA).

O presidente da Colônia Z-1, com sede no Rio Vermelho, Marcos Souza, afirma que, durante 300 anos, os pescadores artesanais ficaram à margem das decisões políticas. Branco, como é conhecido, informa que as mudanças começaram em 1994, com a criação da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), transformada em ministério em 2009. Com essas iniciativas, os pescadores passaram a ser inseridos nos setores institucionais. "Por isso, defendo a gestão compartilhada."

Capacitação beneficia trabalhadores de Camaçari e Itacaré

A Bahia Pesca está capacitando 50 pescadores das cooperativas de Camaçari e Itacaré para atuação em barcos de pesca oceânica. As aulas teóricas para trabalhar nas embarcações – ministradas por técnicos da empresa – continuam até o dia 28 próximo, no Centro de Treinamento Padre Barturen, em Camaçari. Já as aulas práticas, com duração de duas semanas para cada turma, serão realizadas em agosto.

Nos cursos, os pescadores ampliam os conhecimentos sobre o ambiente marinho, equipamentos de pesca oceânica, peixes pelágicos e distribuição, dinâmica do ambiente marinho e confecção de espinhel para pesca oceânica, como explica o subgerente de Maricultura da empresa, José Luiz Sanches Junior.

Os quatro barcos que os pescadores irão usar serão entregues pela Bahia Pesca e resultam do contrato entre as cooperativas de Camaçari e Itacaré, Ministério da Pesca, Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) e Governo do Estado. As embarcações são construídas pelo Estaleiro Phoenix, de Alagoas.

Barcos operam no sistema ‘long line’

Segundo o subgerente de pesca da empresa, Roberto Pantaleão, os barcos operam no sistema "long line" com 100 quilômetros de linha principal, têm 21 metros de comprimento, 60 toneladas de arqueação bruta, capacidade para 20 mil litros de óleo e cinco mil litros de água, dessalinizador, túnel de congelamento e duas câmaras frigoríficas com capacidade para 40 toneladas de pescados. Podem ser utilizados para pesca de atum, meca, dourado, tubarão, cavala e permanecer até 20 dias em alto mar.

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