Commodities Agrícolas

27/08/2012

Commodities Agrícolas

 



Negócios parados O café arábica avançou na sexta-feira na bolsa de Nova York, mas ainda longe de obter uma recuperação mais ampla, após três recuos seguidos na semana. Os papéis com entrega em dezembro apresentaram alta de 105 pontos, a US$ 1,6290 por libra-peso. "É incomum para este período do ano ter um mercado tão tranquilo no Brasil", disse Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, à agência Dow Jones Newswires. Segundo o corretor, os vendedores estão à espera de uma melhora nos preços, mas a recuperação é pouco provável: não há falta de café no mercado e as torrefadoras estão bem abastecidas. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 390 e a máxima de R$ 400, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.

Sem furacão As cotações do suco de laranja fecharam com perdas pelo segundo pregão seguido na sexta-feira na bolsa de Nova York, depois da escalada do início da semana. Assim, os contratos com vencimento em novembro sofreram uma queda de 110 pontos, a US$ 1,1795 por libra-peso. A commodity foi pressionada por novas previsões do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, que indicam que a tempestade tropical Isaac tem chances de atingir a costa sul da Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás do Brasil), mas não deve se transformar em um furacão. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 7,01, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.

Pressão da China O algodão voltou a fechar em queda na sexta-feira em Nova York, ainda pressionado por dados desapontadores sobre a atividade industrial da China, anunciados na quinta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro recuaram 159 pontos, a 75,21 centavos de dólar por libra-peso. O excesso de oferta mundial e a demanda enfraquecida também pesam sobre a fibra. "A China tem liderado a demanda de algodão por vários anos e seus problemas econômicos atingiram duramente o consumo da fibra", previu Sharon Johnson, analista da Knight Futures, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a arroba da pluma no município de Campo Novo dos Parecis (MT) ficou a R$ 49,60, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Liquidação em NY O trigo, como de costume, acompanhou a queda do milho na sexta-feira em função de uma liquidação de posições para a realização de lucros. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro perderam 6,25 centavos), a US$ 8,8850 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento encerraram em baixa de 6,25 centavos, a US$ 9,0125 por bushel. Contudo, o cereal ainda encontra suporte na perspectiva de quebra da safra mundial, diante da estiagem que assola a região do Mar Negro e a Austrália - e que poderá aumentar a demanda pelo trigo americano. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos ficou a R$ 31,93 no Paraná, com valorização de 0,41%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

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