Commodities Agrícolas

03/09/2012

Commodities Agrícolas

 


Efeito Rússia Depois de o governo russo confirmar que não deve suspender as exportações de grãos, o trigo reagiu negativamente nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro sofreram uma baixa de 13,50 centavos na sexta-feira, a US$ 8,8950 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 10 centavos, a US$ 9,06 por bushel. O enfraquecimento do milho colabora para pressionar o trigo, já que as duas commodities concorrem no segmento de ração. Analistas aguardam o resultado das chuvas previstas para a Austrália, que podem beneficiar os plantios no país, também afetados pela seca. No mercado interno, a saca ficou a R$ 32,65 no Paraná, em alta 0,43%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Realização de lucros O mercado futuro de milho da bolsa de Chicago fechou no vermelho na sexta-feira. Investidores optaram por embolsar lucros e se resguardar até a volta do feriado americano do Dia do Trabalho, comemorado hoje. Assim, os papéis com entrega em dezembro recuaram 8,75 centavos na última sessão, cotados a US$ 7,9975 por bushel no encerramento. Traders seguem de olho no furacão Isaac, que deve levar chuvas à grande parte do cinturão do milho nos EUA, especialmente mais ao sul, embora seja tarde para que a maior parte das lavouras se recupere dos estragos causados pela estiagem. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão ficou a R$ 31,50 no oeste da Bahia, de acordo com levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Influência externa O café arábica fechou a sexta-feira em alta na bolsa de Nova York, sustentado pelo bom humor do mercado financeiro diante da expectativa de uma nova rodada de afrouxamento monetário nos EUA. Os contratos com entrega em dezembro registraram ganho de 135 pontos, cotados a US$ 1,6475 por libra-peso. A expectativa de safra recorde no Brasil e a falta de interesse de compra das torrefadoras limitam o ritmo das negociações. Hernando de la Roche, analista da INTL Hencorp, disse à agência Dow Jones Newswires acreditar que o grão continuará a oscilar em um intervalo entre US$ 1,50 e US$ 1,90 por libra-peso. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 390 e a máxima de R$ 400, segundo o Escritório Carvalhaes.

Atenção ao clima O suco de laranja congelado e concentrado voltou a subir na bolsa de Nova York. Os contratos para novembro avançaram 175 pontos na sexta-feira, a US$ 1,1895 por libra-peso. O dólar fraco e o otimismo nos mercados financeiros deram suporte aos preços, ainda que o volume negociado continue pequeno (cerca de 20% da média diária de 2011). O Centro Nacional de Furacões dos EUA diz que as tempestades tropicais Kirk e Leslie não estão próximas da Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás do Brasil), mas a região ainda está em alerta quanto a uma possível ameaça climática. No mercado spot de São Paulo, o valor da caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, de acordo com levantamento feito pelo Cepea/Esalq.

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