Commodities Agrícolas
De carona com o milho As cotações do trigo acompanharam o comportamento do mercado de milho e também fecharam em baixa ontem nas principais bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro encerraram com perdas de 21 centavos (2,36%), a US$ 8,6775 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento caiu 20,25 centavos, para US$ 8,87. Traders também se preocupam com o fato de que os EUA estão perdendo vendas para outros países, a exemplo da Rússia, que recentemente fez negócios com o Egito. Porém, as perdas do cereal podem ser limitadas pela redução na colheita na região do Mar Negro e na Austrália. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 33,98, alta de 1,98% sobre a véspera, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Colheita nos EUA Assim como a soja (ver página B16), o milho também registrou queda ontem na bolsa de Chicago, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que já está finalizada em 10% da área plantada no país. Os papéis com entrega em dezembro sofreram uma baixa de 14,25 centavos (1,77%), para US$ 7,9075 por bushel. Até o momento, porém, os resultados de produtividade têm sido desapontadores. A consultoria Lanworth acredita que o rendimento do milho nos EUA fique em 7,29 toneladas por hectare em 2012/13, ante os 7,72 previstos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 26,73, queda de 0,41% sobre a véspera, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Mais tempestades Os preços do suco de laranja congelado e concentrado voltaram a subir no mercado futuro de Nova York. Os contratos para novembro avançaram 355 pontos e fecharam a US$ 1,2470 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi impulsionado pela presença de duas tempestades tropicais, Leslie e Michael, no oceano Atlântico, embora elas ainda não representem uma ameaça direta aos pomares da Flórida - segunda maior região produtora de citros do mundo. "O fato é que ainda estamos na temporada de furacões, o que deve continuar a dar suporte ao mercado", disse Boyd Cruel, analista da Vision Financial. No mercado brasileiro, o preço da laranja pago ao produtor de São Paulo caiu 1,32%, para R$ 5,24 por caixa, segundo o Cepea/Esalq.
Oferta brasileira Os preços do café fecharam a quarta-feira em forte queda no mercado futuro de Nova York. Os contratos mais negociados, com vencimento em dezembro, registraram desvalorização de 470 pontos, cotados a US$ 1,6060 por libra-peso no encerramento. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a commodity segue pressionada pelo avanço da colheita no Brasil - embora ainda haja questionamentos em relação à qualidade da safra - e as preocupações com o cenário econômico global. A divulgação das novas estimativas oficiais para a produção de café do país, nesta quinta-feira, pode dar alguma direção ao mercado. Na seara doméstica, o indicador Cepea/Esalq registrou queda de 2,74%, para R$ 367,11 por saca de 60 quilos.