Commodities Agrícolas

11/09/2012

Commodities Agrícolas

 

 

Maior alta em 7 anos

Os preços do café arábica registraram ontem o maior avanço em quase sete anos em Nova York. Os contratos para dezembro dispararam 1.060 pontos, a US$ 1,7365 por libra-peso. Na sexta-feira, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) dos EUA apontou que os fundos detinham uma posição líquida de venda (que indica uma aposta na queda dos preços) de 18.591 contratos, a maior desde maio de 2007 - o que, de acordo com nota do Commerzbank, reproduzida pela Dow Jones Newswires, teria motivado a cobertura de posições. Além disso, foram disparadas ordens de compra quando o produto chegou a US$ 1,70 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 390 e R$ 405, segundo o Escritório Carvalhaes.

Realização de lucros

Os preços da soja recuaram ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos para entrega em novembro encerraram o pregão cotados a US$ 17,1875 por bushel, queda de 17,75 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi pressionado por vendas de especuladores, dispostos a embolsar parte dos lucros recentes e reduzir sua exposição ao risco. Nesta quarta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga suas estimativas mensais de oferta e demanda. O temor dos investidores, que apostaram pesadamente na alta da commodity nos últimos meses, é que os números tenham alguma uma influência baixista sobre o mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq recuou 1,63%, para R$ 90,50 por saca.

Piso desde julho

Os preços do milho recuaram ontem para o menor patamar desde 26 de julho no mercado futuro de Chicago. Os contratos para entrega em dezembro, os mais negociados atualmente, fecharam em queda de 16,25 centavos, cotados a US$ 7,8325 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a commodity é pressionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, relatos de produtividade acima do esperado e fraca demanda para exportação no país. Diante do cenário menos amigável, investidores que apostavam na alta liquidaram posições a fim de embolsar parte dos lucros recentes e reduzir sua exposição ao risco. No mercado brasileiro, o indicador de preços Cepea/Esalq ficou praticamente estável (- 0,09%), a R$ 32,93 por saca.

Estoques maiores

O trigo recuou ontem nas bolsas americanas, com os agentes de mercado se reposicionando antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), amanhã. Em Chicago, os contratos para dezembro fecharam em queda 15,25 centavos, a US$ 8,8975 por bushel. Em Kansas, os papéis de mesmo vencimento encerraram em baixa de 18,75 centavos, a US$ 9,0450 por bushel. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires apostam que o USDA vai aumentar sua projeção para os estoques americanos de passagem da safra 2012/13, de 18,9 milhões para 19,2 milhões de toneladas. No Brasil, a saca no Paraná foi negociada a R$ 34,34, alta de 0,64%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab).

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