12/09/2012
Commodities Agrícolas
Movimento técnico O café arábica teve o segundo dia de ganhos expressivos ontem na bolsa de Nova York, novamente impulsionado por um movimento de cobertura de posições vendidas - que costuma ter um efeito altista sobre os preços. Os contratos com entrega em dezembro avançaram 390 pontos, a US$ 1,7755 por libra-peso. De acordo com Carlos Costa, da Pharos, consultoria em gerenciamento de risco, o avanço nas cotações fez os produtores do Brasil voltarem às vendas - eles vinham retraídos, à espera de preços melhores. "Se o nível de US$ 1,80 por libra-peso for rompido em NY, acredito que há possibilidade de novas altas", afirma. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 390 e a máxima de R$ 405, segundo o Escritório Carvalhaes.
Lucros no bolso O cacau caiu pela terceira sessão consecutiva ontem na bolsa de NY, por conta de realizações de lucros. Os papéis para dezembro recuaram US$ 21, a US$ 2.632 por tonelada. Investidores seguem embolsando lucros, após a amêndoa ter superado os US$ 2.700 na última semana, o maior valor em dez meses. Além disso, previsões apontam que o tempo deve melhorar no oeste da África, que sofria com a seca. Drew Garaghty, da corretora Icap, disse à Dow Jones Newswires que traders e fundos especuladores devem continuar a abrir posições de compra, na expectativa de uma nova alta da commodity. O analista vê um suporte a US$ 2.576 por tonelada. No mercado interno, a arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou a R$ 77,66, em média, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Flórida sem ameaças O suco de laranja voltou a registrar perdas ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro sofreram uma baixa de 275 pontos, a US$ 1,2410 por libra-peso. Um sistema de baixa pressão em desenvolvimento no oceano Atlântico tem 90% de chances de se transformar em uma depressão tropical nas próximas 48 horas, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês). No entanto, o evento climático não representa - pelo menos neste momento - uma ameaça direta aos pomares da Flórida, segunda maior região produtora de citros do mundo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu a R$ 7,01, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Tensão pré-USDA Os preços da soja recuaram pela quinta sessão seguida ontem na bolsa de Chicago, em função de uma liquidação de posições. Os contratos para novembro fecharam em baixa de 17,25 centavos, a US$ 17,0150 por bushel. Boa parte dos agentes de mercado optou por reduzir a exposição ao risco, na véspera da divulgação do novo relatório de oferta e demanda mundial, feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Dow Jones Newswires, traders não descartam que as chuvas que atingiram o Meio-Oeste dos EUA em agosto (depois de uma seca prolongada) tenham causado alguma recuperação na produtividade da soja. No mercado interno, a saca no Paraná ficou a R$ 76,89, em queda de 1,08%, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral)