Commodities Agrícolas

13/09/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Escalada interrompida As cotações do café arábica, que vinham sustentadas nos últimos dias por um movimento de cobertura de posições vendidas (que costuma ter um efeito altista sobre os preços) fecharam em baixa ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em dezembro sofreram uma queda marginal de 5 pontos, a US$ 1,7750 por libra-peso. No entanto, segundo a Dow Jones Newswires, o banco Commerzbank é otimista e prevê que a commodity alcance US$ 2 por libra-peso no quarto trimestre do ano. Produtores brasileiros ainda seguram um pouco as vendas, à espera de uma maior recuperação nos preços. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 309 e a máxima de R$ 405, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Recuperação parcial O suco de laranja recuperou ontem parte das perdas dos dois pregões anteriores na bolsa de Nova York. Os contratos para janeiro de 2013 avançaram 250 pontos, a US$ 1,2650 por libra-peso. Previsões indicam que uma nova tempestade tropical, que recebeu o nome de Nadine, está em formação no oceano Atlântico, embora ainda não represente uma ameaça direta aos plantios da Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo). Em relatório divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve em 205,9 milhões de caixas a estimativa para a produção de laranja em 2011/12 no país. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, segundo o Cepea/Esalq.
 
Estoque maior Os preços do algodão despencaram ontem na bolsa de Nova York, depois de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter elevado os estoques finais mundiais em quase 2 milhões de fardos. Os papéis para dezembro encerraram em forte queda de 160 pontos, a 73,33 centavos de dólar por libra-peso. O órgão americano reduziu a projeção para a produção americana de algodão na safra 2012/13 em 3%, para 17,11 milhões de fardos no relatório divulgado ontem - o que já era esperado pelo mercado. Contudo, um aumento de produção na Índia deve compensar essa queda. No mercado doméstico, a arroba da pluma ficou a R$ R$ 52,41 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Estiagem pressiona Depois de duas sessões em queda, o trigo voltou a subir ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para dezembro avançaram 6,25 centavos, a US$ 8,90 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento ganharam 8,50 centavos, a US$ 912,50 por bushel. Em relatório divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a previsão de colheita nos EUA em 61,73 milhões de toneladas, mas reduziu a safra mundial de 662,8 milhões para 658,7 milhões de toneladas. "A seca deve comprometer a produção na Rússia e Austrália", disse Steve Cachia, analista da Cerealpar. No mercado interno, a saca ficou a R$ 34,26, baixa de 0,09%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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