Commodities Agrícolas

20/09/2012

Commodities Agrícolas

 



Lucros embolsados Uma liquidação de posições para a realização de lucros pressionou o café arábica negociado na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março de 2013 recuaram 310 pontos ontem, para US$ 1,7830 por libra-peso. A previsão de chuvas para o Brasil nos próximos dias pode ter alguma interferência nas regiões produtoras de café. Porém, Hernando de la Roche, analista da INTL Hencorp Futures, disse à Dow Jones Newswires que a commodity deve continuar a oscilar entre US$ 1,65 e US$ 1,85 por libra-peso, principalmente pelo fato de que os produtores brasileiros ainda seguram boa parte das vendas, à espera de preços melhores. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 400 e R$ 415, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Volta às compras Compras técnicas promoveram uma recuperação nos preços dos grãos em Chicago, que há duas sessões fechavam em baixa generalizada. Os contratos de soja com vencimento em janeiro tiveram ganhos de 30 centavos ontem, a US$ 16,6925 por bushel. O recente recuo nas cotações teria elevado a demanda dos processadores. "O mercado de soja ainda possui uma perspectiva de estoques apertados, e depois de ter alcançado preços recordes nas últimas semanas, o recuo acaba por motivar os compradores", disse Rich Nelson, da consultoria Allendale, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, as ofertas de compra em Sorriso (MT) ficaram a R$ 69, enquanto os vendedores pediam R$ 71,30, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Aceno da demanda O milho apresentou reação ontem, depois de dois pregões seguidos de baixa em Chicago. Os papéis com entrega em março avançaram 14,75 centavos, a US$ 7,5875 por bushel. Traders dizem que o mercado estava sobrevendido depois das perdas dos últimos dias - ao menos no curto prazo - o que colaborou para que as cotações da commodity voltassem a subir. Na avaliação de Priscila Pereira, especialista em grãos da XP Investimentos, a recente baixa das cotações abriu uma oportunidade de reaquecimento da demanda. "Mas o mercado permanece atento ao avanço da colheita nos EUA, para saber qual o número final da produção no país, prejudicada pela seca", afirma. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca ficou a R$ 32,10, queda de 0,37%.

Correções técnicas O trigo teve um dia de correções técnicas ontem nas bolsas americanas, após enfrentar queda por dois pregões seguidos. Em Chicago, os contratos para março avançaram 18 centavos, a US$ 8,9375 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 20,50 centavos, para US$ 9,2150 por bushel. O temor com o abastecimento mundial ajuda a turbinar os preços. A seca reduziu a produção na Austrália e atrapalha o plantio nos EUA. Traders acreditam que deve haver um aumento da demanda pelo trigo americano, em função do esgotamento da oferta nos países do Mar Negro. No mercado interno, a saca saiu por R$ 33,89 no Paraná, baixa de 1,08%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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