Commodities Agrícolas

26/09/2012

Commodities Agrícolas

 


Dólar colabora A desvalorização da moeda americana colaborou para que o cacau voltasse a subir ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2013 fecharam em alta de US$ 35, a US$ 2.495 por tonelada. Também houve uma volta às compras, depois de a commodity ter caído na sessão anterior abaixo de US$ 2.450 por tonelada. Segundo nota publicada pela Dow Jones Newswires, o banco Rabobank é otimista em relação ao setor por conta das incertezas da oferta no curto prazo, já que há o temor de que o clima desfavorável tenha reduzido o rendimento em importantes produtores no terceiro trimestre. No mercado doméstico, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou a R$ 72,33, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Furacões não ameaçam Os preços do suco de laranja recuaram pelo quarto pregão seguido ontem em Nova York. Os contratos para janeiro encerraram em forte queda de 330 pontos, a US$ 1,1460 por libra-peso. Além do excesso de oferta e da retração da demanda, a proximidade do fim da temporada de furacões nos EUA - que, até o momento, não trouxe grandes ameaças climáticas - tem pesado sobre a bebida. Contudo, Boyd Cruel, analista da Vision Financial Markets, disse à Dow Jones Newswires que a commodity pode se sustentar acima de US$ 1 por libra-peso, caso surjam previsões de geadas para a Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo) a partir de dezembro. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, segundo o Cepea/Esalq.

Ganhos marginais Os grãos oscilaram próximos à estabilidade ontem na bolsa de Chicago. Os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2013 terminaram o dia com um ganho marginal de 3,25 centavos, a US$ 16,1425 por bushel. Ainda assim, nas últimas duas semanas, as cotações da oleaginosa já recuaram 10%. "Com os preços nos patamares atuais, o que se vê é que as margens de esmagamento na China, antes negativas no nível de US$ 17 por bushel, começam a ficar positivas, o que abre espaço para que a demanda volte a aquecer", explica Vinícius Xavier, consultor da FCStone. No mercado doméstico, a saca em Rondonópolis (MT) ficou a R$ 73,30 para compra e R$ 74,30 para venda, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Rússia recua O trigo apresentou desvalorização ontem nas bolsas americanas, diante de novos sinais de que a Rússia não deverá restringir suas exportações de grãos. Em Chicago, os contratos para março fecharam em queda de 5,50 centavo, a US$ 8,9825 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 2,50 centavos, a US$ 9,23 por bushel. Mesmo com o momentâneo alívio em relação aos russos, a estiagem que prejudica o plantio do trigo de inverno nas Grandes Planícies americanas e a redução na produção da Austrália - igualmente afetada pelo clima desfavorável - deixam os traders em alerta. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos no Paraná recuou 0,21%, para R$ 34,01, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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