Commodities Agrícolas

05/10/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Lucros no bolso Os preços do café arábica despencaram ontem no mercado futuro de Nova York, pressionados por vendas de especuladores para realização de lucros após as altas recentes. Os contratos com entrega em março de 2013 encerraram com desvalorização de 585 pontos, a US$ 1,7905 por libra-peso. "O mercado formou uma resistência muito forte no patamar de US$ 1,85", disse Sterling Smith, especialista em commodities do Citibank, à Dow Jones Newswires. No Brasil (maior produtor mundial de café), onde a colheita da safra 2012/13 já está praticamente encerrada, os agricultores ainda seguram parte das vendas, à espera de uma melhora nos preços. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 390 e R$ 400, segundo levantamento do Escritório Carvalhaes.
 
Oferta crescente O cacau não se beneficiou da desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas e encerrou novamente em baixa ontem em Nova York. Os papéis para março de 2013 recuaram US$ 22, a US$ 2.409 por tonelada. Na avaliação do Commerzbank, a amêndoa sente a pressão das perspectivas positivas para a colheita no Oeste da África, onde estão os maiores produtores mundiais. Mesmo assim, o banco acredita que os preços da commodity possam se recuperar. "Apesar da melhoria das previsões sobre a safra, o déficit na oferta global ainda deve ser maior que o do ano anterior", disse, em relatório reproduzido pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou a R$ 69,66, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Demanda aquecida Dados positivos sobre as exportações dos EUA impulsionaram a soja em Chicago ontem. Os papéis para janeiro fecharam a US$ 15,51 por bushel, em alta de 18,75 centavos. "A recuperação é natural, porque a soja caiu muito nas últimas sessões", avaliou Martha Matsumura, especialista em grãos da XP Investimentos. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a venda de 1,3 milhão de toneladas para o exterior entre 21 e 27 de setembro, ante 900 mil toneladas previstas por analistas. Mas, até dia 11, quando virá o novo relatório de oferta e demanda mundial, os movimentos devem ser mais técnicos, sem grandes sobressaltos, diz Martha. No mercado interno, a saca subiu 0,5% no Paraná, a R$ 67,92, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
 
Exportação fraca O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelou ontem que as vendas de trigo do país caíram 28% na semana até 27 de setembro, para 307 mil toneladas, o que pressionou as cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março encerraram em baixa de 4,25 centavos, a US$ 8,7975 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento perderam 4,25 centavos, a US$ 9,00 por bushel. "Há vários leilões de trigo ao redor do mundo. A questão é quando os EUA começarão a abocanhar parte dessas vendas", disse Christian Mayer, da Northstar Commodity, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a saca no Paraná saiu por R$ 34,15, alta de 0,68%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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