Commodities Agrícolas

08/10/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Liquidação em NY Uma liquidação de posições pressionou o café arábica na sexta-feira em Nova York, depois de o grão ter atingido o maior valor em dois meses e meio na semana passada. Os papéis para março registraram queda de 695 pontos, para US$ 1,7210 por libra-peso. Shawn Hackett, da Hackett Financial Advisors, disse à Dow Jones Newswires que a commodity passa por um "mercado de clima". "A previsão indicava duas ou três semanas de tempo seco no Brasil, mas agora os mapas apontam que pode chover". As lavouras do Brasil (maior fornecedor mundial) precisam de umidade para garantir o florescimento dos pés e uma boa produtividade na próxima safra. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 390 e R$ 400, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Colheita nos EUA O ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos voltou a pressionar o milho em Chicago na sexta-feira. Os contratos com vencimento em março fecharam em queda de 8,75 centavos, a US$ 7,4850 por bushel. "Diferente da soja, o milho está em uma situação de redução da demanda e isso já é sentido pelo mercado. É provável que abaixo de US$ 7 por bushel os compradores retornem", avaliou Stefan Tomkiw, do Jefferies Bache, em Nova York. A consultoria Informa também reviu ligeiramente para cima, em 0,91%, sua projeção da colheita americana do grão, para 284,3 milhões de toneladas, o que colaborou para a baixa das cotações. No mercado doméstico, a saca ficou a R$ 26,75 no oeste baiano, de acordo com dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Volta das chuvas O trigo registrou queda pela segunda sessão consecutiva na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março fecharam em baixa de 11 centavos, a US$ 8,6875 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 7,50 centavos, para US$ 8,9250 por bushel. Chuvas recentes nas Grandes Planícies dos EUA, em plena semeadura, pesaram sobre os preços. "Partes de Kansas, Nebraska, Oklahoma e Texas tiveram boas precipitações esta semana, mas os níveis de umidade permanecem abaixo da média", apontou a Associação de Trigo dos Estados Unidos, em relatório. No mercado interno, a saca ficou a R$ 34,14 no Paraná, queda de 0,03 %, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
 
Escalada da batata O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou setembro com sua quarta valorização mensal seguida. A alta, de 1,44%, foi determinada pela valorização média de 3,17% registrada no grupo formado por seis produtos de origem animal. Entre os 14 vegetais pesquisados, a variação positiva média foi de 0,81%. Entre todos os itens, o que mais subiu foi a batata (44,91%), cuja oferta foi prejudicada pelo clima quente e seco. Adversidades climáticas também afetaram a safra das águas do feijão no sudeste paulista, o que colaborou para a alta de 30,03% do produto. Com o resultado de setembro, o IqPR passou a acumular valorização de 9,06% nos últimos 12 meses.
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