11/10/2012
Commodities Agrícolas
Demanda europeia O cacau devolveu os ganhos da sessão anterior e fechou em baixa ontem na bolsa de Nova York, diante da expectativa de uma nova redução nas estimativas de processamento da amêndoa no terceiro trimestre do ano na Europa, região que lidera o consumo global de chocolate. Os contratos para março de 2013 encerraram em baixa de US$ 42, a US$ 2.388 por tonelada. Hector Galvan, analista da R.J. O'Brien, disse à agência Dow Jones Newswires que o mercado aguarda redução de 15% a 20% na demanda por chocolate na Europa, por conta das incertezas econômicas na região. Os números dos processadores serão divulgados em 16 de outubro. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba da amêndoa saiu, em média, por R$ 68,16, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Ajuste de posições O suco de laranja recuou ontem pelo quarto pregão seguido. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 fecharam com uma desvalorização de 80 pontos, a US$ 1,1125 por libra-peso. "Alguns especuladores ajustaram posições antes do primeiro relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a nova safra de laranja americana", disse à Dow Jones Newswires o analista Jack Scoville, da Price Futures. A percepção é que novas quedas nas cotações da bebida possam surgir, caso o órgão americano aponte hoje uma produção volumosa, em meio ao enfraquecimento da demanda. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 7,02, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Safra americana A expectativa de que o relatório de oferta e demanda de grãos que será divulgado na manhã de hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revise para cima a produção de soja do país nesta safra 2012/13 colaborou para uma nova queda da oleaginosa ontem em Chicago. Os papéis para janeiro fecharam em baixa de 25,50 centavos, a US$ 15,2375 por bushel. "Não tivemos notícias altistas, houve a falta de uma sinalização mais firme de demanda. O mercado esteve vazio, já que a maioria prefere esperar a sinalização do USDA", avaliou Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos ficou a R$ 61,83 no oeste da Bahia, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Oferta menor O trigo voltou a subir nas bolsas americanas ontem, em meio à expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revise para baixo, em relatório de oferta e demanda a ser divulgado hoje, sua previsão para a oferta global do cereal. Em Chicago, março fechou em alta de 5,25 centavos, a US$ 8,81 por bushel. Em Kansas, os papéis de mesmo vencimento subiram 8,25 centavos, para US$ 9,11 por bushel. Analistas preveem, ainda, que o USDA eleve a estimativa para o uso do trigo em rações. "Isso levou os agentes a realizar operações de spread, com a aposta na alta do trigo e na baixa do milho", disse John Kleist, da Ebottrading.com, à Dow Jones Newswires. No Paraná, a saca seguiu a R$ 33,24, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).