17/10/2012
Commodities Agrícolas
Dólar mais fraco O enfraquecimento do dólar ante uma cesta de moedas favoreceu o avanço do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Maio fechou com ganho de 29 pontos, a 20,08 centavos de dólar por libra-peso. Keith Flury, analista sênior do Rabobank, disse à Dow Jones Newswires acreditar que as cotações serão sustentadas pela demanda do Oriente Médio (maior região importadora de açúcar). Para ele, o valor médio para este quarto trimestre do ano será de 19,50 centavos de dólar. Ontem, uma associação que reúne produtores de Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia anunciou que deve praticamente dobrar suas compras de açúcar em 2013, para até 1,3 milhão de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 0,72%, para R$ 51,90
Fundos dão o tom O café arábica registrou ganhos ontem em Nova York, também favorecido pela baixa do dólar. Os papéis para março subiram 195 pontos, para US$ 1,6730 por libra-peso. "As torrefadoras estão bem abastecidas. Os fundos é que conduziram a movimentação", disse Márcio Bernardo, analista da Newedge USA, à Dow Jones Newswires. Segundo a Somar Meteorologia, a volta de uma frente fria ao Sudeste do Brasil deve trazer pancadas de chuva ao cinturão produtor esta semana, o que pode pressionar os preços nos próximos dias. As lavouras estão em florescimento e a umidade ajuda a garantir um bom rendimento para a próxima safra. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 380 e a máxima de R$ 390, segundo o Escritório Carvalhaes.
Moagem anima O anúncio feito ontem pela Associação Europeia de Cacau de uma queda de 16,2% na moagem no terceiro trimestre na região, menos do que o esperado pelo mercado, permitiu a elevação nas cotações da amêndoa. Os papéis para março encerraram em alta de US$ 61, a US$ 2.430 por tonelada. A Associação de Cacau da Ásia também divulgou um avanço de 0,1% no processamento no mesmo período. "Mas é pouco provável que a demanda mundial aumente, a menos que haja uma recuperação na Europa. Vemos, portanto, um potencial limitado de crescimento dos preços", disse o Commerzbank, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou em R$ 68,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Batata em alta em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado - registrou alta de 1,43% na primeira quadrissemana de outubro. Foi a 17ª alta consecutiva do indicador. Os produtos que registraram as maiores altas foram batata (33,88%), feijão (25,30%), arroz (8,38%) e carne bovina (5,77%). O clima quente e seco afetou a oferta de batata, enquanto o fim da safra de inverno e o atraso no plantio da safra das águas no sudeste de São Paulo prejudicou o feijão. A menor oferta do arroz causada pela seca e a retenção da oferta pelos produtores motivaram o reajuste dos preços do produto do campo ao consumidor final. Na carne bovina, a baixa qualidade das pastagens reduziu a oferta de animais prontos para o abate.