Commodities Agrícolas

18/10/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Estoques folgados O elevado nível dos estoques americanos de café colaborou para puxar para baixo os preços da variedade arábica ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março de 2013 encerraram em baixa de 130 pontos, a US$ 1,66 por libra-peso. Atualmente, o volume do grão nos armazéns monitorados pela bolsa é o maior desde maio de 2010. Crescem ainda as especulações de que os agricultores do Brasil (maior fornecedor mundial da commodity) irão voltar às vendas, depois de terem evitado negociar por um período, à espera de uma elevação nas cotações. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre o valor mínimo de R$ 380 e o máximo de R$ 390, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Cobertura de posições A desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas e um movimento de cobertura de posições (que costuma ter um efeito "altista" sobre os preços) turbinaram ontem as cotações do suco de laranja em Nova York. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam em forte alta de 360 pontos, a US$ 1,1655 por libra-peso. Os investidores se preparam para o início da temporada de geadas na Flórida - que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás do Brasil. "O mercado normalmente começa a adicionar o prêmio de risco climático no final de outubro ou início de novembro", disse Sterling Smith, do Citibank, à Dow Jones Newswires. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,02, segundo o Cepea/Esalq.
 
Demanda firme O enfraquecimento do dólar e a firmeza da demanda contribuíram para a alta da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 fecharam com ganhos de 1,03% (15,50 centavos), a US$ 15,0825 por bushel. O ritmo de esmagamento da indústria americana e o interesse de compra da China (maior importador mundial da oleaginosa) têm ajudado a sustentar o mercado. Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que exportadores privados comercializaram 110,15 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos - mas traders acreditam ser a China. No mercado interno, a saca de soja em Rondonópolis (MT) por R$ 70 para compra e R$ 70,50 para venda, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.
 
Na esteira do milho O trigo acompanhou a valorização do milho ontem nas bolsas americanas, já que as duas commodities concorrem no setor de ração animal. Em Chicago, os contratos para dezembro encerraram em elevação de 1% (8,50 centavos), a US$ 8,6875 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 11,25 centavos, a US$ 9,07 por bushel. Traders estão preocupados com o clima nas regiões produtoras, a exemplo da estiagem na Austrália e das chuvas na Argentina. O solo seco nas Grandes Planícies americanas, que estão em fase de semeadura, igualmente merecem a atenção do mercado. No mercado interno, a saca no Paraná subiu 0,09%, a R$ 33,44, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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