Commodities Agrícolas
Realização de lucros O café arábica perdeu força ontem na bolsa de Nova York, em função de um movimento de realização de lucros. Os papéis com entrega em março de 2013 encerraram em forte baixa de 420 pontos, a US$ 1,6170 por tonelada. Na sessão anterior, um movimento de cobertura de posições vendidas causou uma elevação de quase 2,5% nas cotações do grão, em função dos temores de que o furacão Sandy pudesse afetar os armazéns na costa leste americana. "Agora, parece que estamos lentamente voltando ao normal. Nós ainda temos uma boa oferta de café", disse Hector Galvan, analista da R.J. O'Brien, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos apresentou uma queda de 1,64%, para R$ 364,58.
Fundamentos fracos O algodão devolveu os ganhos do último pregão em Nova York, em meio a um cenário de fraqueza do lado dos fundamentos. Os papéis para março encerraram em baixa de 119 pontos ontem, a 72 centavos de dólar por libra-peso. A desaceleração da economia global e a maior competição com fibras sintéticas não sugerem um aumento no consumo mundial da commodity este ano. Ainda assim, o banco Credit Suisse duvida que as cotações caiam abaixo dos níveis atuais e acredita haver um piso de preços em torno de 70 centavos de dólar por libra-peso, segundo informações divulgadas pela Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, a arroba da pluma ficou a R$ 49,10 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Recompra de posições A soja reagiu ontem em Chicago com a recompra das posições vendidas na sessão anterior, passado o temor com o furacão Sandy. Os papéis para janeiro fecharam em alta de 6,75 centavos ontem, a US$ 15,3650 por bushel. "A soja tem tido um suporte natural das exportações americanas", disse Glauco Monte, consultor da FCStone. Segundo ele, o fato de o mercado acionário da China ter tido desempenho positivo colaborou para sustentar as cotações, já que o país asiático é o maior comprador mundial da oleaginosa. Além disso, já começam a pipocar notícias entre os traders de que o plantio em algumas regiões do Brasil está atrasado em função do clima. No mercado interno, a saca de 60 quilos recuou 0,43%, a R$ 69,82, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Queda no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de outubro com a primeira variação negativa após 18 altas consecutivas. A queda, de 0,83%, foi determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal, que registrou desvalorização de 1,88% na média ponderada. No grupo, a maior retração foi a do tomate para mesa (67,18%), que depois da quebra da safra em junho, que provocou disparadas nos preços, viu sua oferta ser regularizada. No grupo composto por seis produtos de origem animal, houve alta média de 1,96%, puxada por ganhos nos mercados de carne suína (5,2%).