Commodities Agrícolas

01/11/2012

Commodities Agrícolas

 


Pressão por venda As cotações do café arábica voltaram a recuar ontem, em meio ao aumento da pressão para que os agricultores do Brasil não retenham mais as vendas. Os papéis com vencimento em março de 2013 encerraram com perdas de 235 pontos, a US$ 1,5935 por libra-peso. O atual ritmo de floração nas lavouras brasileiras sinaliza um bom nível de colheita do grão para a próxima safra. "Aparentemente, os produtores estão satisfeitos com o que estão vendo, e o mercado se questiona até quando o Brasil vai segurar a venda de café. Os comentários são de que os armazéns estão cheios", disse Rodrigo Costa, da Caturra Coffee, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 370 e a máxima de R$ 380, segundo o Escritório Carvalhaes.

Compras especulativas A soja voltou a subir ontem em o Chicago, pelo segundo pregão seguido. Os contratos para janeiro fecharam com ganhos de 12,25 centavos ontem, a US$ 15,4875 por bushel. Na avaliação de analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a habilidade da oleaginosa em se manter acima dos níveis de suporte técnico deu aos traders a confiança para empurrar as cotações para cima. Compras especulativas por parte dos fundos no fim de mês e as persistentes preocupações a respeito da lenta semeadura em partes da América do Sul deram sustentação adicional aos preços. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos em Sapezal (MT) ficou em torno de R$ 63, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Preços "presos" Compras baseadas em análises técnicas e as incertezas em relação à semeadura na América do Sul - algumas áreas têm enfrentado problemas com o clima - contribuíram para elevar os preços do milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março encerraram com ganhos de 12,50 centavos na última sessão, a US$ 7,57 por bushel. "O milho está sustentado, mas preso no atual patamar de preços, sem convicção para subir muito. No entanto, a maioria do mercado acredita que isso mudará logo e teremos uma nova onda de altas no curto prazo", explicou Pedro Dejneka, analista da Futures International, em Chicago. No mercado doméstico, a saca da commodity ficou cotada a R$ 27,50 no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Demanda aquecida? O trigo fechou no azul ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro terminaram em alta de 7,50 centavos, a US$ 8,7925 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 2 centavos, para US$ 9,1875 por bushel. A commodity renovou o fôlego diante da esperança de aumento das exportações americanas, com a redução da oferta da região do Mar Negro - ainda que, ontem, o vice-ministro da Agricultura da Ucrânia tenha afirmado que o país não deve interromper as vendas do cereal a partir de 15 de novembro, como havia sido dito há alguns dias. No mercado doméstico, a saca saiu por R$ 34,20 no Paraná, com uma valorização de 0,56%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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