Commodities Agrícolas

05/11/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Alívio em Nova York Os dados sobre trabalho nos EUA, que vieram acima das expectativas dos analistas, aliviaram os mercados na sexta-feira e permitiram que o café arábica se recuperasse das perdas do pregão anterior, também influenciado por relatos de que o furacão Sandy de fato causou alguns problemas nos estoques do grão certificados pela ICE Futures. Março avançou 155 pontos, para US$ 1,5975 por libra-peso. Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, vê pouco espaço para novas altas nas próximas sessões, já que há excesso de café no mundo, com o fim das colheitas na Colômbia e em países da América Central. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica posto na cidade de São Paulo recuou 0,69% na quinta-feira, para R$ 363,81.
 
Ganhos moderados O suco de laranja também se beneficiou da lufada de otimismo nos mercados financeiros e registrou alta na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram o pregão negociados a US$ 1,0625 por libra-peso, ganho de 30 pontos em relação à véspera. Analistas disseram, porém, que a alta decorreu apenas da melhora macroeconômica sinalizada pelos dados sobre trabalho nos EUA e que os fundamentos seguem baixistas, já que a demanda global pela bebida segue retraída e os pomares de laranja da Flórida até agora foram poupados pela temporada americana de furacões. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias permaneceu a R$ 6,68 na quinta-feira, conforme levantamento do Cepea/Esalq.
 
Queda em Chicago Diferentemente do que aconteceu com as soft commodities negociadas em Nova York, os grãos não aproveitaram os dados positivos sobre trabalho nos EUA e caíram em Chicago na sexta-feira. Após três sessões de altas, realização de lucros derrubaram os preços, e a proximidade das eleições americanas também serviu como pretexto para os investidores saírem de suas posições. No mercado de soja, a expectativa de que o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) traga números maiores para a produção do país, disse Mike Zuzolo, da Global Commodity. Janeiro caiu 33,25 cents, para US$ 15,2675 por bushel. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu 0,6% na quinta-feira, para R$ 75,91.
 
Exportações fracas A constatação de que as exportações americanas de milho continuam fracas, somada à proximidade das eleições americanas e da divulgação do próximo relatório de oferta e demanda do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA), fizeram o cereal recuar em Chicago na sexta-feira. Os papéis para março fecharam a US$ 7,4250 por bushel, queda de 11 centavos de dólar. Na semana encerrada no dia 25, as exportações americanas alcançaram 167,9 mil toneladas, 18% mais que na semana anterior mas ainda muito abaixo do ritmo normal. "Estamos cansados de ver esses números ruins de exportação", disse Jerry Gidel, analista da Rice Dairy. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos registrou alta de 1,41% na quinta-feira, para R$ 33,05.
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