09/11/2012
Commodities Agrícolas
O café arábica registrou ganhos na bolsa de Nova York, um dia depois de o Cecafé, conselho que reúne os exportadores brasileiros do grão, reportar uma queda de 13% nos embarques do país em outubro. Os papéis com entrega em março de 2013 terminaram ontem com valorização de 100 pontos, a US$ 1,5685 por libra-peso. Márcio Bernardo, analista da Newedge USA, disse à agência Dow Jones Newswires que os cafeicultores do Brasil estão em boas condições financeiras, então podem esperar para ver se as cotações da commodity ainda têm força para subir mais. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre o valor mínimo de R$ 365 e o máximo de R$ 375, de acordo com levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos.
Foco no USDA Ainda que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tenha indicado um bom nível de vendas de algodão na semana até 1º de novembro - de 266 mil fardos, a maior parte destinada à China -, os preços da commodity não se sustentaram ontem em Nova York. Os papéis para março encerraram em baixa de 73 pontos, a 70,34 centavos de dólar por libra-peso. A expectativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires é que o órgão americano, no relatório de oferta e demanda mundial que divulgará hoje, mantenha a expectativa de produção para a safra 2012/13 da fibra nos EUA, com um leve aumento das exportações e recuo dos estoques. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias recuou 1,04%, para R$ 1,5469 por libra-peso.
Ameaças à oferta O temor com o aperto na oferta de trigo voltou a dar suporte ao cereal ontem nas bolsas americanas. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam com um ganho de 8,75 centavos, a US$ 9,1650 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 6 centavos, para US$ 9,53 por bushel. O solo seco nas Grandes Planícies americanas pode prejudicar as lavouras, ainda em fase de implantação. Os agentes do mercado estão preocupados com o volume disponível de trigo, já que importantes produtores (como a Austrália e os países do Mar Negro) também sofreram com uma estiagem. No mercado interno, a saca ficou a R$ 33,85 no Paraná, queda de 1,25%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Tomate desaba em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou outubro com variação negativa de 1,9%. O indicador não registrava uma queda mensal desde maio. A baixa foi determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal, que caiu, em média, 3%. No grupo de seis produtos de origem animal, houve alta de 1%. Entre todos os itens pesquisados, o que registrou maior recuo foi o tomate para mesa (68,12%), cuja oferta se normalizou após problemas causados por adversidades climáticas. O arroz, em contrapartida, foi o que mais subiu (14%), influenciado pela lenta liberação de estoques pelos produtores.