Commodities Agrícolas

19/11/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Realização de lucros Os preços do cacau fecharam a sexta-feira com queda em Nova York. Os contratos para março amargaram desvalorização de US$ 85, a US$ 2.398 por tonelada. O mercado foi pressionado por realizações de lucro. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, investidores descontaram parte do prêmio de risco embutido nas cotações em virtude dos últimos problemas políticos na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity. Na última quarta-feira, o presidente do país africano, Alassane Ouattara, dissolveu seu gabinete, alimentando temores quanto à estabilidade das exportações de cacau. No Brasil, a arroba do cacau negociado em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou em R$ 68 na sexta-feira, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Geadas na Flórida O suco de laranja congelado e concentrado registrou na sexta-feira a quarta alta seguida em Nova York, impulsionada por compras de especuladores interessados em capitalizar a aproximação do inverno e o crescente risco de geadas na Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo. Os contratos com vencimento em março encerraram o dia com valorização de 95 pontos, cotados a US$ 1,1820 por libra-peso. Apesar da preocupação com o clima, traders ouvidos pela Dow Jones Newswires preveem que a commodity "ande de lado" até que alguma ameaça se materialize. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, em R$ 6,47, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Fator clima O clima favorável ao plantio de soja na América do Sul e rumores de que a China teria cancelado compras dos Estados Unidos pesaram sobre os preços da oleaginosa negociada em Chicago na sexta-feira. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam em baixa de 16 centavos, cotados a US$ 13,68 por bushel. Nem a divulgação de dados positivos sobre as exportações americanas puxaram a commodity para cima. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou vendas de 585,2 mil toneladas de soja na semana encerrada em 8 de novembro, um aumento de 204% em relação à semana anterior. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja entregue em Paranaguá (PR) ficou em R$ 73,82 a saca na sexta-feira, uma queda marginal de 0,04%.
 
Demanda assegurada Os preços do milho negociado na bolsa de Chicago registraram elevação na sexta-feira, impulsionados pela decisão da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos EUA de manter o mandato que determina a mistura de etanol (feito a partir do grão) à gasolina. Com isso, os contratos para março fecharam em alta de 6 centavos, a US$ 7,31 por bushel. Os temores recentes em relação à demanda também foram reduzidos depois que o Departamento de Agricultura (USDA) reportou vendas de 312,1 mil toneladas de milho para o exterior na semana até 8 de novembro, superando as estimativas do mercado, que oscilavam entre 150 mil a 300 mil toneladas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 0,23%, para R$ 33,97 por saca de 60 quilos.
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