22/11/2012
Commodities Agrícolas
Retenção temporária Depois das perdas de terça-feira, o café arábica avançou ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram com valorização de 100 pontos, a US$ 1,5345 por libra-peso. Sinais crescentes de que a safra 2013/14 do Brasil será farta seguem a pressionar os preços do grão, ainda que os agricultores do país continuem a segurar as vendas, à espera de melhores valores. "Evidentemente, os agentes de mercado consideram isso apenas como uma estratégia temporária, que não pode ser mantida por muito tempo por razões de liquidez", afirmou o Commerzbank, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 360 e a máxima de R$ 370, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
Temor com o frio O "prêmio de risco climático" que motivou a alta do suco de laranja na terça-feira em Nova York ganhou força e levou à disparada das cotações ontem. Os contratos para março fecharam em alta de 285 pontos, a US$ 1,2590 por libra-peso. O temor é que, com a aproximação do inverno nos EUA, as lavouras da Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) possam sofrer com o frio. Previsões indicam temperaturas abaixo da média para o Estado americano entre o final de novembro e início de dezembro, mas não são esperadas geadas, por isso uma realização de lucros pode não estar muito longe. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinadas às indústrias permaneceu estável, a R$ 6,47, segundo o Cepea/Esalq.
Clima favorável Após um início positivo ontem na bolsa de Chicago, a soja não resistiu e encerrou em baixa. Os contratos para março caíram 2,50 centavos, cotados a US$ 13,9375 por bushel. Pela manhã, o mercado foi impulsionado pela expectativa de aquecimento na demanda da China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a compra de 120 mil toneladas da oleaginosa pelo país asiático, além de 20 mil toneladas de óleo de soja. Ainda assim, analistas acreditam que a tendência de longo prazo para a soja continua a ser de baixa - especialmente porque o clima na América do Sul melhorou e tem beneficiado a semeadura. No mercado doméstico, a saca saiu por R$ 61,33 no oeste da Bahia, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Demanda escassa O milho terminou o pregão de ontem com desvalorização na bolsa de Chicago, após três pregões consecutivos de ganhos. Os papéis com entrega em março encerraram em baixa de 2 centavos, a US$ 7,4525 por bushel. Compras técnicas chegaram a impulsionar o grão, assim como a firmeza do mercado físico americano. Porém, a fraqueza da demanda pesa: as exportações dos Estados Unidos têm sido lentas nas últimas semanas e a produção de etanol no país recuou pela quarta semana consecutiva, devido aos altos preços do milho (que é a principal matéria-prima do biocombustível local). No mercado doméstico, a saca de 60 quilos em Campo Verde (MT) está em torno de R$ 21, de acordo com a Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).