05/12/2012
Commodities Agrícolas
Mercado abastecido O açúcar demerara registrou queda ontem na bolsa de Nova York, depois de acumular ganhos na sessão anterior. Os contratos com vencimento em maio fecharam com uma desvalorização de 32 pontos, a 19,42 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com o Commerzbank, no início do pregão, houve o suporte de notícias de que a colheita de cana na Índia está bem abaixo do ritmo do ano passado. "Porém, tendo em vista que o mercado mundial de açúcar está amplamente abastecido, não é provável que isso faça os preços subirem de maneira significativa", disse o banco alemão, em nota reproduzida pela agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 49,47, em ligeira baixa de 0,04%.
Lucros no bolso O cacau registrou queda ontem em Nova York, em meio a uma realização de lucros. Os contratos para março fecharam em baixa de US$ 75 ontem, a US$ 2.444 por tonelada. Ainda assim, Hector Galvan, analista da R.J. O'Brien, afirmou à Dow Jones Newswires que é possível que a amêndoa volte a subir a US$ 2.600 por tonelada, diante do bom nível de demanda. Preocupações com a produção no oeste da África, que sofre com doenças, fizeram a commodity avançar nas últimas quatro sessões. Porém, como não houve nenhuma informação mais detalhada sobre o problema na região, os traders preferiram embolsar os recentes ganhos. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou a R$ 69,33, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Vendas pressionam A pressão de venda por parte dos produtores da América Central puxou para baixo as cotações do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram em queda de 235 pontos, a US$ 1,4835 por libra-peso. O clima favorável às floradas das lavouras no Brasil também influenciou os preços. Entretanto, os cafeicultores brasileiros ainda seguram as negociações da commodity, à espera de preços melhores, e a recente valorização do real ante o dólar colabora para conter as vendas, afirmou à Dow Jones Newswires o analista Hernando de la Roche, da FCStone. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 350 e a máxima de R$ 360, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Temor com o inverno As preocupações com a aproximação do inverno nos Estados Unidos voltaram a impulsionar o suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram com um ganho de 125 pontos, a US$ 1,2435 por libra-peso. Entretanto, as previsões climáticas continuam a ser pouco ameaçadoras para a Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar citrícola do mundo), sem a expectativa de geadas. Sterling Smith, analista do Citi, disse à Dow Jones Newswires que, como os preços da bebida estão nos maiores patamares dos últimos seis meses, novas altas devem ser limitadas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 6,09, em queda de 4,40%, segundo levantamento do Cepea/Esalq.