07/12/2012
Commodities Agrícolas
Movimento de fundos O café arábica avançou pelo segundo pregão consecutivo ontem na bolsa de Nova York, embora em meio a um baixo interesse de compra. Os papéis com entrega em março encerraram em alta de 185 pontos, a US$ 1,5095 por libra-peso. Márcio Bernardo, da Newedge USA, disse à Dow Jones Newswires que os fundos lideraram o movimento ontem. Segundo o analista, o fato de o real estar fortalecido também colabora para que os produtores do Brasil (grandes fornecedores mundiais de café) evitem realizar vendas, já que recebem menos dólares por saca comercializada. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 350 e a máxima de R$ 360, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Demanda quente Os números positivos referentes às exportações americanas de soja, divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), empurraram para cima os preços da oleaginosa em Chicago. Os contratos com vencimento em março encerraram em alta de 12,25 centavos, a US$ 14,86 por bushel. As vendas dos EUA somaram 1,14 milhão de toneladas na semana entre 23 e 29 de novembro, enquanto as apostas dos analistas variavam entre 400 mil e 700 mil toneladas. Rumores de que a China estaria fazendo compras adicionais de soja americana esta semana colaboraram para dar sustentação às cotações. Em Canarana (MT), o valor da saca está em torno de R$ 67, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Vendas fracas O arrefecimento da demanda voltou a pressionar os preços do milho ontem na bolsa de Chicago. As exportações americanas do grão na semana encerrada em 29 de novembro foram de apenas 55,8 mil toneladas, ante a expectativa de 300 mil a 500 mil toneladas. Assim, os papéis para março fecharam em baixa de 6,25 centavos ontem, a US$ 7,5150 por bushel. As perdas do grão, contudo, devem ser limitadas pelo aperto nos estoques mundiais de milho. Na avaliação de Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos, a commodity pode voltar a subir, mas a expectativa é de que não tenha força para se aproximar muito dos US$ 8 por bushel. No oeste da Bahia, a saca saiu por R$ 32,50, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Queda no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou novembro com variação negativa de 1,58%. Foi a segunda queda mensal seguida do indicador, novamente determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Neste, a retração média foi de 2,81%, puxada pelo recuo da laranja destinada às indústrias de suco (14,39%), pressionada por uma superoferta. No grupo composto por seis produtos de origem animal houve valorização média de 1,74%, impulsionada pelas altas da carne suína (5,97%), influenciada pelo aumento das exportações.