Commodities Agrícolas

13/12/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Elevada oferta O café arábica devolveu os ganhos da sessão anterior e registrou queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram com uma desvalorização de 300 pontos, cotados a US$ 1,4650 por libra-peso. O analista Alonso Tomas, da FCStone, disse à Dow Jones Newswires que, apesar da tendência negativa, o grão ainda encontra algum suporte "toda vez que volta a cair". A elevada oferta mundial tem pesado sobre o mercado - especialmente com a safra farta do Brasil em 2012/13 -, mas a percepção do analista é de que o volume que será colhido no ano que vem é que ditará o rumo dos preços. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 350 e a máxima de R$ 360, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Resistência superada Os preços do cacau voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York e ultrapassaram o nível psicológico de US$ 2.400 por tonelada ontem, favorecidos pelo dólar em baixa ante uma cesta de moedas. Os papéis para março encerraram com um ganho de US$ 61, a US$ 2.441 por tonelada. Porém, Hector Galvan, da R.J. O'Brien, afirmou à Dow Jones Newswires que o mercado da amêndoa continua enfraquecido, diante da ausência de notícias do lado dos fundamentos e do fato de que os fornecimentos do oeste da África seguem sem interrupções. "Mas o cacau se segurou acima de US$ 2.400 e isso abre as portas para que continuem as altas". Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 68, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Colheita reduzida O suco de laranja disparou ontem em Nova York, ainda impulsionado pela expectativa divulgada na terça-feira de uma produção 5,2% menor da fruta na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo). Os papéis para março fecharam em alta de 390 pontos, a US$ 1,34 por libra-peso. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Flórida produzirá 146 milhões caixas em 2012/13, ante a previsão inicial de 154 milhões de caixas. O tempo seco causou estragos às lavouras americanas, mas essa redução surpreendeu os analistas, disse Fain Shaffer, da Infinity Trading, à Dow Jones Newswires. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 5,92, segundo o Cepea/Esalq.
 
Maior disponibilidade O trigo teve a quarta sessão seguida de baixa ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março fecharam em queda de 9,50 centavos, a US$ 8,12 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 16,25 centavos, a US$ 8,6525 por bushel. Traders avaliam, de um lado, a perspectiva de maior oferta no mercado americano e, de outro, um possível aumento na demanda após o recente recuo de preços. A expectativa é que a Ásia compre mais de um milhão de toneladas até o final do mês. "E o trigo dos EUA parece ter preços competitivos agora", disse Bryce Knorr, da Farm Futures, à Dow Jones Newswires. No Paraná, a saca ficou a R$ 36,18, alta de 0,42%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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