19/12/2012
Commodities Agrícolas
Tendência baixista Os preços do café recuaram ontem no mercado futuro de Nova York. Os contratos de arábica para março fecharam em queda de 195 pontos, a US$ 1,44 por libra-peso. Segundo a agência Bloomberg, o café acumula desvalorização de 37% em 2012, a maior entre as 24 matérias-primas acompanhadas pelo índice de commodities S&P GSCI. O mercado foi pressionado pelo aumento da oferta (após a colheita de uma safra recorde no Brasil) combinado com o fraco desempenho da demanda nos países desenvolvidos. Um analista disse à Dow Jones Newswires que as cotações podem cair mais no curto prazo, até o nível psicológico de US$ 1,35 por libra-peso - menor patamar em 30 meses. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,4%, a R$ 335,98 por saca.
Rali de inverno O mercado futuro de suco de laranja registrou ganhos pelo sétimo dia seguido ontem. Em Nova York, os contratos para janeiro fecharam a US$ 1,3955 por libra-peso, alta de 155 pontos. Para analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o movimento reflete a preocupação dos agentes com a aproximação do inverno nos EUA, uma ameaça aos pomares da Flórida (segundo maior parque citrícola do mundo) e a previsão de queda na produção local. Apesar das seguidas altas, a bebida parece encontrar resistência a US$ 1,40 por libra-peso. "O mercado está apenas andando de lado agora", disse Boyd Cruel, analista da Vision Financial. No Brasil, o preço médio da laranja pêra aos produtores de São Paulo caiu 0,13%, para R$ 7,51 a caixa, segundo o Cepea/Esalq.
Vendas canceladas Os preços da soja voltaram a recuar ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam com uma queda de 27,75 centavos, a US$ 14,6050 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou o cancelamento da exportação de 420 mil toneladas da oleaginosa (300 mil iriam para a China e as 120 mil restantes para destinos desconhecidos). "Além disso, as safras no Brasil e no Paraguai vêm se consolidando. Há um bom nível de umidade no solo e previsão de chuvas até o fim de dezembro, o que tira boa parte do risco climático na América do Sul", afirma Etore Baroni, consultor da FCStone. Em Sorriso (MT), a saca está em torno de R$ 64, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na esteira da soja A queda da soja pressionou o milho ontem em Chicago. Os papéis com entrega em maio fecharam com uma desvalorização de 3,75 centavos, a US$ 7,2375 por bushel. A demanda fraca segue a puxar o milho para baixo - não apenas as exportações, mas também o uso da commodity na produção de etanol e ração nos EUA recuou em função dos preços recordes, depois da quebra da safra americana em meados deste ano. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires acreditam que o grão possa continuar em patamares mais baixos até que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revele sua previsão final para a colheita na atual safra 2012/13 do país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 34,84, alta de 0,09%.