26/12/2012
Commodities Agrícolas
Produção excedente Pressionados pelo clima favorável no Brasil, os preços do açúcar tipo demerara fecharam a segunda-feira em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio (que correspondem à segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) amargaram uma perda de 23 pontos, cotados a 19,17 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório, analistas do banco Barclays Capital afirmaram que o terceiro ano seguido de excedente na produção mundial, com safras maiores do que o esperado no Brasil e na Índia, devem continuar a pressionar os preços internacionais da commodity. No mercado doméstico, os preços do açúcar cristal encerraram a semana com queda de 0,59%, a R$ 49,14 por saca de 50 quilos, segundo o indicador do Cepea/Esalq.
Nova mínima As cotações do cacau no mercado futuro de Nova York recuaram na segunda-feira para o menor patamar em quase cinco meses. Em dia de pouca liquidez, os contratos com vencimento em maio (que correspondem à segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com desvalorização de US$ 39, cotados a US$ 2.282 por tonelada. A ampla oferta e as incertezas em relação à demanda na Europa e na América do Norte pesaram sobre os preços da commodity na bolsa nova-iorquina. "Estamos a caminho de testar os US$ 2 mil. A oferta é boa e a demanda, um pouco duvidosa", resumiu Sterling Smith, analista do Citi, à agência Dow Jones Newswires. Na sexta-feira, o preço médio do cacau negociado em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, foi de R$ 66,50 por arroba.
Ganhos modestos O mercado futuro de soja da bolsa de Chicago registrou ganhos modestos na segunda-feira. Em dia de poucos negócios, os contratos para março fecharam com valorização de 6,50 centavos, a US$ 14,3575 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a expectativa de oferta apertada até a colheita da safra sul-americana (que ganha força apenas em março) deu sustentação aos preços. Tecnicamente, a tendência para a soja é de baixa, depois que os preços romperam a média móvel de 200 dias. Além disso, o mercado vê uma forte resistência a US$ 15,0875 por bushel, que dificilmente deve ser ultrapassada no curto prazo, segundo analistas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a última semana em queda de 0,03%, a R$ 71,94 por saca.
Cobertura de posições Os preços do milho terminaram a segunda-feira em leve alta no mercado futuro de Chicago. Os contratos para maio tiveram valorização 2 centavos, cotados a US$ 7,0675 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi sustentado por coberturas de posições vendidas em meio à expectativa de aumento da demanda, depois que fabricantes de ração e processadores de milho da Coreia do Sul anunciaram a compra de 115 mil toneladas do grão na América do Sul. Nas últimas duas semanas, os sul-coreanos já compraram cerca de um milhão de toneladas do grão, estimulados pela recente queda dos preços no mercado internacional. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,26% na sexta-feira, para R$ 34,50 por saca.