Commodities Agrícolas
Ajuste técnico
Compras baseadas em indicadores técnicos e na percepção de que as recentes quedas foram exageradas impulsionaram os preços da soja em Chicago, ontem. Os contratos com vencimento em março fecharam com ganho de 21,25 centavos ontem, a US$ 13,8850 por bushel. As cotações da commodity recuaram 2,5% na semana passada e 7% nas últimas três semanas. "Poucos players no momento e o clima bom na América do Sul colaboram para pesar sobre as cotações", avalia Steve Cachia, da corretora Cerealpar. O mercado espera que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve sua estimativa de produção da soja no país, no relatório que divulgará na sexta-feira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos permaneceu estável, a R$ 75,73.
Compras de fundos
A movimentação dos fundos neste início de ano serviu de suporte temporário às cotações do café arábica na bolsa de Nova York, já que os fundamentos seguem baixistas diante da ampla oferta global. Os papéis com entrega em maio encerraram ontem com um ganho de 300 pontos, a US$ 1,5315 por libra-peso. Também ontem, a Fedecafé, entidade que representa os produtores de café da Colômbia (quarto maior fornecedor mundial) estimou uma safra de 10 milhões de sacas para 2013, o que seria um aumento de 29% em relação à do ano anterior - e se somaria aos fartos estoques brasileiros da commodity. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 340 e R$ 350, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
Liquidação
O suco de laranja devolveu os ganhos da sessão anterior e fechou ontem no vermelho em Nova York, pressionado por uma liquidação de posições compradas. Os contratos para março recuaram 235 pontos, a US$ 1,1060 por libra-peso - na semana passada, os preços da bebida acumularam desvalorização de 3,8%. "Após a recente onda de vendas que vimos, o mercado encontrou algum suporte em torno de US$ 1,10 por libra-peso", afirmou Boyd Cruel, da Vision Financial, à Dow Jones Newswires. De acordo com o analista, as cotações da bebida têm chances de voltar a US$ 1,18 por libra-peso no curto prazo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias apresentou ligeira alta de 0,34%, a R$ 5,85, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Efeito cambial
O cacau avançou ontem na bolsa de Nova York, impulsionado por uma cobertura de posições vendidas e pela queda do dólar ante uma cesta de moedas. Os papéis para maio fecharam em alta de US$ 46, a US$ 2.275 por tonelada. "Não há nada realmente importante no lado dos fundamentos, então os preços estão vulneráveis a fatores macroeconômicos", disse Hector Galvan, da R.J O'Brien, à Dow Jones Newswires. Para o analista, é preciso manter a atenção nas notícias sobre o clima vindas do oeste da África (maior região produtora de cacau do mundo), que eventualmente possam afetar o volume colhido, a secagem dos grãos ou o transporte até os portos. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba está negociada em torno de R$ 63, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.