Commodities Agrícolas

15/01/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Demanda turbinada Os preços da soja apresentaram um avanço expressivo ontem na bolsa de Chicago, embalados não apenas pela forte demanda doméstica nos Estados Unidos, mas também pelo bom ritmo de exportações. Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 44,75 centavos, a US$ 14,18 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou ontem a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, o que ajudou a dar gás às cotações. "Há ainda uma especulação climática, diante da previsão de clima seco na América do Sul nos próximos dez dias", afirma Steve Cachia, analista da Cerealpar. Em Sapezal (MT), a saca ficou a R$ 48 para compra e R$ 49 para venda, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Estoque apertado A expectativa de um estoque de milho ainda mais enxuto do que se pensava colaborou para fazer o grão avançar em Chicago. Os papéis para maio encerraram com um ganho de 16 centavos ontem, a US$ 7,23 por bushel. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou em 203,97 milhões de toneladas os estoques americanos em 1º de dezembro, abaixo das 208,54 milhões de toneladas estimadas por analistas. "Os dados do USDA indicam que os EUA ainda terão que racionar a demanda de milho por mais alguns meses", disse a Benson Quinn Commodities, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. No oeste da Bahia, a saca saiu por R$ 34,50, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Oferta enxuta O aperto nos estoques e os problemas climáticos empurraram o trigo para cima nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para maio fecharam com um ganho de 11,50 centavos ontem, a US$ 7,7350 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 16,50 centavos, a US$ 8,3350 por bushel. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou a previsão dos estoques do cereal no país em 31 de maio (final da safra 2012/13) em 5%, para 19,48 milhões de toneladas. Além disso, a seca nas Grandes Planícies americanas seguem a preocupar. No Paraná, a saca está negociada a R$ 39,46, em alta de 0,89%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
 
Excedente pesa Previsões que indicam um possível terceiro ano seguido de excedente no mercado de açúcar pressionaram as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam em baixa de 22 pontos, a 19,14 centavos de dólar por libra-peso. "Esperamos um aumento adicional nos estoques globais em 2012/13 e revisamos para baixo nossa previsão para os preços do açúcar, de 22 para 18,5 centavos de dólar por libra-peso em um horizonte de três a seis meses", disse o Goldman Sachs, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. Para o banco, a alta da commodity segue limitada, a menos que haja um problema climático no Hemisfério Norte. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 49,19, em baixa de 0,59%.
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