23/01/2013
Commodities Agrícolas
Demanda sustentada O algodão registrou ganhos ontem na bolsa de Nova York, embalado pela perspectiva de demanda aquecida pela fibra dos Estados Unidos - que é o maior fornecedor mundial da commodity. Os papéis com entrega em maio encerraram em alta de 141 pontos, a 80,08 centavos de dólar por libra-peso. John Robinson, especialista no mercado de algodão da Texas A&M University, disse à Dow Jones Newswires que a valorização da commodity depende da postura da China, maior consumidor global da fibra. "Se o governo chinês mantiver seus estoques fora de circulação, as cotações do algodão se manterão sustentadas ", afirmou. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu por R$ 57,37, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Elevada oferta Nem mesmo a divulgação de dados positivos sobre a moagem de cacau na Ásia - que subiu 2,8% no quarto trimestre de 2012, para 155,2 mil toneladas - deu suporte aos preços da amêndoa, que recuaram pela segunda sessão consecutiva em Nova York. Os papéis com entrega em maio encerraram em expressiva queda de US$ 70, a US$ 2.224 por tonelada. A elevada oferta e as preocupações com a demanda pesaram sobre os preços. Jack Scoville, analista do Price Futures Group, afirmou à Dow Jones Newswires que algumas ordens de venda foram disparadas no patamar de US$ 2.275 por tonelada, o que aprofundou as perdas. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba ficou cotada a R$ 65,33, em média, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Realização de lucros Uma onda de realização de lucros fez o café arábica despencar ontem em Nova York. Os papéis para maio encerraram em fortíssima baixa de 760 pontos, a US$ 1,5150 por libra-peso. As cotações vinham em alta por conta do rebalanceamento das carteiras dos fundos de índices (que aumentaram a posição comprada em cerca de 10 mil lotes na primeira semana de janeiro) e dos temores com a infestação do fungo "roya" nas lavouras da América Central. Mas, segundo Carlos Costa, da consultoria Pharos, a ampla produção esperada para o Brasil e a expectativa de que a Colômbia também colha mais devem fazer os preços do café permanecerem sob pressão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 345,88, em baixa de 0,79%.
Posições liquidadas O trigo devolveu ganhos e recuou nas bolsas americanas, em meio a um movimento de liquidação de posições para a realização de lucros. Em Chicago, os contratos com entrega em março terminaram ontem em baixa de 11,25 centavos, a US$ 7,8850 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento enfrentaram queda de 12,50 centavos, para US$ 8,4075 por bushel. Entretanto, os fundamentos para o cereal seguem altistas, especialmente em função das preocupações com o clima nas Grandes Planícies americanas, que enfrentam problemas com a seca. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou cotada a R$ 39,69, com uma alta marginal de 0,28%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).