24/01/2013
Commodities Agrícolas
Valorização pontual Depois de recuar ao menor patamar em 29 meses no pregão anterior, o açúcar demerara voltou a subir ontem na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio encerrou o dia a 18,53 a libra-peso, alta de 29 pontos. Na avaliação de Juliano Ferreira, da corretora ICAP Futures, é pouco provável que haja um avanço significativo dos preços, tendo em vista a projeção de ampla oferta mundial. "Não tenho certeza se os traders vão continuar a comprar acima de 18,50 centavos de dólar por libra-peso, por conta dos fundamentos. A perspectiva é de baixa", disse. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve alta de 0,02%, a R$ 48,36 a saca de 50 quilos. Mas apesar da entressafra da cana, no mês o indicador ainda acumula queda de 3,80%.
Cobertura de posições As cotações do café arábica reagiram ontem, após despencarem quase 5% na sessão anterior (760 pontos). Os papéis com entrega em maio encerraram com um ganho de 1,22% (185 pontos), a US$ 1,5335 por libra-peso. Em nota, o Citigroup disse que a expressiva queda da sessão de terça-feira foi motivada por um movimento de correção "atrasado", mas acrescenta que isso abre espaço para que haja uma onda de cobertura de posições vendidas (que costuma ter um efeito altista sobre os preços). Além disso, contribuiu para a alta de ontem a preocupação com a ferrugem que atinge os cafezais de países da América Central e que pode se espalhar para o México, segundo analistas. No mercado físico interno, o indicador do café arábica Cepea/Esalq teve queda de 0,32%, a R$ 344,76 por saca.
Alta limitada O suco de laranja avançou pelo quinto pregão consecutivo, em um dia de baixo volume de negócios. O contrato com vencimento em maio encerrou o pregão de ontem na bolsa de Nova York a US$ 1,1650 a libra-peso, em alta de 20 pontos. Entretanto, a ausência de ameaças climáticas na Flórida - Estado americano que possui o segundo maior pomar de citros do mundo - deve limitar qualquer escalada mais sustentada dos preços. Para Boyd Cruel, analista da Vision Financial Markets, o mercado 'andará de lado', ou até cairá, diante da diminuição das possibilidades de geadas sobre as plantações americanas. O preço da laranja-pera in natura voltou a ser negociado em alta no mercado brasileiro. Segundo levantamento do Cepea/Esalq, a caixa de 40,8 quilos foi negociada a R$ 9,51, em valorização de 0,42%.
Atenção ao clima Uma onda de realização de lucros ontem minou as chances de a soja sustentar os ganhos que obteve na sessão anterior na bolsa de Chicago. Assim, os contratos da oleaginosa para maio fecharam em baixa de 0,86% (12,50 centavos de dólar), a US$ 14,2675 por bushel nesta quarta-feira. As preocupações com o clima seco nas regiões produtoras da Argentina e da porção mais ao Sul do Brasil embalaram os ganhos do pregão de terça-feira, mas a possibilidade de que o clima se torne mais úmido nessas áreas na próxima semana limitou avanços adicionais nas cotações da soja. No mercado físico interno, a saca do grão foi vendida por um preço médio de R$ 54,25 em Primavera do Leste (MT), segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).