Commodities Agrícolas

25/01/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
Demanda chinesa As incertezas em relação à oferta mundial voltaram a sustentar os preços do algodão em Nova York. Os papéis para maio fecharam em alta de 153 pontos, a 82,20 centavos de dólar por libra-peso. Apesar de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter previsto um volume recorde de estoques globais em julho (81,72 milhões de fardos), quase metade estará na China. "Mas os elevados preços internos têm feito as empresas chinesas recorrerem à compra de algodão mais em conta do exterior, o que acaba por aumentar os preços no mercado mundial", disse o Commerzbank, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu por R$ 57,37, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Frio na Flórida Os futuros de suco de laranja congelado e concentrado ficaram no vermelho ontem, em mais um dia de poucos negócios. Os contratos para maio encerraram em queda de 220 pontos, a US$ 1,1430 por libra-peso. A ausência de ameaças climáticas às lavouras da Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) pode limitar uma possível recuperação. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), há uma frente fria sobre a Flórida, que deve se dissipar até sábado. De segunda a quarta-feira da próxima semana, a previsão é de tempo mais quente na região. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou estável, a R$ 5,90, segundo o Cepea/Esalq.
 
América do Sul As cotações da soja estenderam ontem as perdas iniciadas na sessão anterior na bolsa de Chicago, ainda sob a pressão das previsões de melhora do clima na América do Sul. Os contratos para maio fecharam em baixa de 3 centavos, a US$ 14,2375 por bushel. Há a perspectiva de volta do tempo mais úmido nos próximos dias na Argentina e no Sul do Brasil, que têm sofrido com a seca durante o período de enchimento de grãos, fase crítica de desenvolvimento da soja. Diante da falta de novidades em relação aos fundamentos, os traders também se atentaram aos sinais técnicos de que o mercado está sobrecomprado. Em Sapezal (MT), a saca ficou a R$ 47 para compra e R$ 48 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Melhora climática O preço do trigo recuou ontem nas bolsas americanas, pressionado pela ausência de novidades no lado dos fundamentos. Em Chicago, os papéis para maio encerraram em queda de 6,75 centavos, a US$ 7,77 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos com o mesmo vencimento recuaram 8,25 centavos, a US$ 8,3225 por bushel. Os preços do trigo vinham em alta, por conta da expectativa de maior demanda nos EUA para uso em ração, e também da seca que atinge a principal região produtora do cereal no país. Contudo, previsões indicam uma melhora do clima nas áreas de lavouras dos EUA. No Paraná, a saca da commodity foi negociada a R$ 39,86, em alta de 0,33%, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral).
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