06/02/2013
Commodities Agrícolas
Superávit pesa O açúcar demerara voltou a recuar pela segunda sessão consecutiva ontem em Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam com uma perda de 13 pontos, a 18,64 centavos de dólar por libra-peso. A expectativa de que uma porção maior da cana produzida no Brasil seja direcionada à fabricação de etanol (devido à decisão do governo de aumentar a mistura à gasolina, em maio) chegou a sustentar as cotações, mas a tensão com o superávit global pesou mais. Contudo, Chris Narayanan, analista do Société Générale, disse à Dow Jones Newswires que já houve uma mudança no intervalo de negociações da commodity, que estava entre 18 e 19 centavos, e agora avançou para 18,5 a 19,5 centavos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 47,93, baixa de 1,13%.
Temor com clima As cotações do cacau dispararam na bolsa de Nova York na sessão passada, em função de problemas climáticos que podem colocar em risco a colheita na Costa do Marfim (maior fornecedor mundial da amêndoa). Os contratos com vencimento em maio encerraram com um avanço de US$ 52, cotados a US$ 2.249 por tonelada. "Parece que teremos o retorno do tempo quente e seco ao longo dos próximos dias na Costa do Marfim. Não será o suficiente para a interrupção da safra, mas pode haver uma limitação na produção", afirmou Sterling Smith, analista do Citigroup, à agência Dow Jones Newswires. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba da amêndoa foi negociada pelo valor médio de R$ 60,66, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Expectativa com USDA O suco de laranja registrou ganhos ontem em Nova York, embalado pelas expectativas para o novo relatório sobre a safra de citros da Flórida, que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará na sexta-feira. Os contratos para maio fecharam em alta de 170 pontos, a US$ 1,2280 por libra-peso. Nos últimos dois relatórios, o USDA diminuiu em 7,8% a projeção para a colheita de laranja na Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo), em função do tempo seco e do ataque de doenças. Uma redução adicional nessa previsão pode seguir a sustentar os preços do suco em Nova York. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou a R$ 5,97, com um avanço de 0,67%, de acordo com o Cepea/Esalq.
Na esteira do milho Vendas técnicas e o declínio dos preços do milho puxaram o trigo para baixo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam com uma queda de 6,50 centavos, a US$ 7,6425 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 10 centavos, a US$ 8,1875 por bushel. Entretanto, as perdas podem ser limitadas pelas contínuas tensões em relação ao clima seco nas Grandes Planícies americanas, onde se concentram as lavouras do cereal nos EUA. Há previsão de algumas chuvas nos próximos dias, mas é preciso um volume maior de precipitações para que os plantios se desenvolvam bem. No Paraná, a saca ficou a R$ 41,01, em alta de 0,76%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).