Commodities Agrícolas

28/02/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Fim do inverno O suco de laranja recuou ontem na bolsa de Nova York, pressionado pela aproximação do fim do inverno nos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em maio fecharam em queda de 160 pontos, a US$ 1,2565 por libra-peso. Temia-se que o tempo frio trouxesse danos às lavouras de laranja da Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo), mas as preocupações já começam a ser aliviadas. Entretanto, a previsão de chuvas abaixo da média para a região pode agravar o problema com o greening, doença bacteriana de difícil controle, que se espalha com mais facilidade em meio ao clima seco. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu a R$ 6, de acordo com o Cepea/Esalq.
 
Aposta altista O algodão registrou ontem a segunda alta seguida em Nova York. Os contratos para maio encerraram em expressiva alta de 255 pontos, a 84,38 centavos de dólar por libra-peso. Os especuladores seguem a ampliar as apostas de que os preços da fibra vão subir, de olho na previsão de aperto na oferta mundial. Em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires, o Commerzbank informou que muitos agentes esperam que o algodão fique acima de 82 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o banco, apesar de um provável aumento nos estoques mundiais na temporada 2013/14, essa elevação tende a ser bem menos acentuada que nos ciclos anteriores. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada por R$ 59,52, em média, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Demanda ativa O bom desempenho dos mercados financeiros em todo o mundo e notícias positivas no lado da demanda deram sustentação aos preços da soja, que interromperam ontem uma sequência de três pregões em queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 7,75 centavos, a US$ 14,3950 por bushel. Pela manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou a venda de 120 mil toneladas da commodity para destinos desconhecidos, com entrega ainda na safra 2012/13, e mais 120 mil toneladas para a China, para a temporada 2013/14. No Paraná, a saca de 60 quilos da oleaginosa foi negociada, em média, por R$ 56,26, uma desvalorização de 0,79%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
 
Alta no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), subiu 0,85% na terceira quadrissemana de fevereiro, depois de recuar 0,25% no período imediatamente anterior. O indicador foi puxado pela alta nos preços de amendoim (26,17%), tomate (26,09%), laranja (20,64%), algodão (10,32%) e feijão (4,32%). Em contrapartida, houve queda nos preços da banana nanica (10,20%), soja (8,36%), milho (6,93%), arroz (3,97%) e batata (3,21%). Em seu conjunto, os produtos vegetais registraram alta de 0,75% no período. Entre os produtos de origem animal - que, em média, subiram 1,13% -, o destaque foi a alta da carne bovina (1,95%), a sétima consecutiva. As carnes de frango e suína recuaram.
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