Commodities Agrícolas

05/03/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
"Efeito fungo" A preocupação sobre a disseminação do fungo "roya" nos cafezais da América Central segue a impulsionar as cotações do grão arábica na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em maio fecharam ontem a US$ 1,4665 por libra-peso, expressiva alta 330 pontos. "A América Central poderia perder pelo menos 20% de sua safra este ano. No próximo ano, as perdas poderiam ser de 30% ou mais", disse Jack Scoville, do Price Futures, à Dow Jones Newswires. Ele acrescentou que notícias de que os agricultores da Colômbia tendem a reter as vendas, a espera de preços melhores, colaboraram para sustentar os preços. Analistas acreditam que o nível de US$ 1,40 por libra-peso é um patamar de suporte para a commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,43%, a R$ 312,58 a saca.
 
Compras especulativas O suco de laranja subiu ontem em Nova York, embalado por compras especulativas. Os contratos para maio encerraram com um ganho de 300 pontos, a US$ 1,2395 por libra-peso. Joe Ricupero, da R.J. O'Brien Futures, disse à Dow Jones Newswires que permanece o potencial de que o clima frio traga danos aos pomares da Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) nas próximas semanas, o que segue a dar suporte à bebida. Ontem, o Departamento de Citros da Flórida divulgou que as vendas do suco nos EUA subiram 3,5% em volume e 4,1% em receita, nas quatro semanas encerradas em 16 de fevereiro. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu a R$ 6, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Olho na demanda A expectativa de que a demanda pelo algodão americano voltará a crescer ajudou a impulsionar os preços da fibra ontem em Nova York. Os papéis para maio fecharam em alta de 86 pontos, a 86,26 centavos de dólar por libra-peso, valor próximo ao maior patamar em dez meses. Sharon Johnson, analista da Knight Futures, disse à Dow Jones Newswires que a expectativa é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve em 2,4%, para 12,8 milhões de fardos, a previsão para as exportações americanas este ano. Sharon projeta ainda que os preços da pluma no curto prazo devem alcançar até 90 centavos de dólar, nível que não é visto desde maio de 2012. O indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,32%, para R$ 1,9363 por libra-peso.
 
Embarques firmes O bom volume de soja embarcado pelos EUA serviu de impulso aos preços da oleaginosa ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 18,50 centavos, a US$ 14,62 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura americano (USDA), na semana encerrada em 28 de fevereiro, o país exportou 1,09 milhão de toneladas, 45% mais do que na semana anterior e acima da expectativa dos analistas. Segue ainda o temor de que, no novo relatório de oferta e demanda que divulgará na sexta-feira, o USDA aponte um volume mais apertado de soja nos estoques de passagem da safra 2012/13 americana. Em Sorriso (MT), a saca de soja tem sido negociada a cerca de R$ 43, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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