Commodities Agrícolas

08/03/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Cobertura de posições Os preços do açúcar registraram forte alta ontem na bolsa de Nova York, diante da decisão dos especuladores de liquidar suas posições vendidas. Os contratos para maio, atualmente os de maior liquidez, fecharam em alta de 46 pontos, a 18,63 centavos de dólar por libra-peso. Conforme disseram analistas à Dow Jones Newswires, o movimento de cobertura de posições fez disparar ordens de compra, o que mandou as cotações do açúcar ainda mais para cima. "Foi uma escalada técnica de preços", disse Alex Oliveira, da Newedge USA. Ele acrescenta que as notícias de dificuldades com o escoamento da produção nos portos brasileiros podem ter colaborado para a liquidação de posições vendidas. O indicador Cepea/Esalq para o cristal recuou ontem 0,65%, para R$ 47,42 a saca de 50 quilos.
 
Greve na Colômbia Os contratos de café arábica negociados na bolsa de Nova York com entrega em maio fecharam ontem em alta de 1,30% (185 pontos) em Nova York, a US$ 1,4310 por libra-peso. O protesto dos cafeicultores da Colômbia contra os baixos preços do grão, assim como os relatos de severos danos causados pelo fungo "roya" na América Central, seguem a dar sustentação à commodity. Entretanto, a ampla oferta esperada sobretudo no Brasil, maior player do mercado, deve limitar grandes disparadas. Jack Scoville, do Price Futures Group, vê um suporte a US$ 1,41 por libra-peso, e uma resistência a US$ 1,47 por libra-peso. No mercado físico interno, o indicador do café arábica Cepea/Esalq registrou alta de 1,54%, a R$ 309,79 por saca de 60 quilos. No mês, a variação é positiva em 0,12%.
 
Safra da Flórida A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgue em relatório que será divulgado hoje uma estimativa de colheita menor de laranja na Flórida ajudou a impulsionar os futuros do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam com ganho de 180 pontos, a US$ 1,2455 a libra-peso. Jimmy Tintle, da GreenKey Alternative Asset Services, disse à Dow Jones Newswires acreditar que o USDA apontará uma colheita de 138 milhões de caixas para o Estado americano - que detém o segundo maior pomar de citros do mundo -, queda de 2,1% ante o estimado em fevereiro, devido a problemas climáticos e fitossanitários. No mercado spot de São Paulo, a caixa da laranja para a indústrias subiu 0,78%, para R$ 6,50, segundo o Cepea/Esalq.
 
À espera do USDA Um movimento de ajuste de posições dos fundos - potencializado pela lentidão das exportações brasileiras - ajudou a sustentar as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para maio fecharam em alta de 7,50 centavos de dólar a US$ 14,7350 por bushel. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que o mercado fez o "ajuste" diante da divulgação, hoje, de um novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda desses produtos naquele país e no mundo na safra 2012/13 - já encerrada no Hemisfério Norte e em fase de colheita abaixo do Equador. O indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná recuou ontem 0,02%, para R$ 59,01. No mês de março, o indicador acumula queda de 0,39%.
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