Commodities Agrícolas

11/03/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Sem impacto do Brasil O café arábica conseguiu fechar no azul na bolsa de Nova York na sexta-feira, apesar da queda de 2,6 % das exportações do grão pelo Brasil (maior fornecedor mundial) em fevereiro ante o mesmo mês de 2012, para 2,166 milhões de sacas, divulgada na quinta-feira pelo Conselho dos Exportadores do Café do Brasil. Os papéis com entrega em maio encerraram com alta de 0,66% (95 pontos), a US$ 1,4405 por libra-peso. A Organização Internacional do Café também não deu notícias muito favoráveis aos preços. Na sexta-feira, a entidade previu um excedente de 2,2 milhões de sacas na temporada 2012/13, o que deve aumentar a pressão sobre as cotações do grão. No mercado interno, o café de boa qualidade foi negociado entre R$ 310 e R$ 320 a saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Safra menor nos EUA A revisão para baixo da produção de laranja na Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo), feita na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), provocou uma fortíssima elevação nos preços do suco na bolsa de Nova York. Os papéis para maio (os de maior liquidez no momento) encerraram em alta de 6,90% (860 pontos), a US$ 1,3315 por libra-peso. O USDA projeta que a colheita da Flórida em 2012/13 totalize 139 milhões de caixas, ante as 141 milhões apontadas no relatório de fevereiro. Problemas climáticos e a disseminação do greening, doença de difícil controle nas lavouras, devem diminuir a produção na região. No mercado spot, a caixa de laranja ficou estável, a R$ 6,50, segundo o Cepea/Esalq.
 
Exportações em alta O preço do algodão negociado na bolsa de Nova York subiu com a correção para cima da estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para as exportações americanas, divulgada na sexta-feira. Os contratos para julho fecharam a 87,57 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,6%. Os embarques do país, o maior exportador mundial da fibra, são projetados em 12,75 milhões de fardos, acima dos 12,5 milhões estimados em fevereiro e dos 11,71 milhões de fardos registrados no ano anterior. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires estimavam vendas externas de 12,6 milhões de fardos. No mercado físico interno, o indicador dos preços do algodão do Cepea/Esalq ficou a R$ 1,9903 por libra-peso, aumento de 0,28%. No mês, a variação é positiva em 4,46%.
 
Alta no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou fevereiro com variação positiva de 2,04%. A alta foi determinada por ganhos médios tanto no grupo formado por 14 vegetais (2,24%) quanto no composto por seis produtos de origem animal (1,54%). Entre todos os itens pesquisados, o que mais subiu foi o amendoim (38,55%), seguido por tomate para mesa (34,98%), laranja para mesa (31,85%) e ovos (11,62%). Em comunicado, o IEA creditou a disparada do amendoim ao aumento das exportações e ao bom desempenho das vendas pelas indústrias de confeitos, a do tomate a perdas na colheita, a da laranja à queda de qualidade e a dos ovos à reduzida oferta disponível.
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