Commodities Agrícolas

14/03/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Perto da resistência Em um pregão de poucos negócios, o açúcar demerera ficou estável ontem em Nova York. Os contratos para julho seguiram ontem a 18,75 centavos de dólar por libra-peso. "Muitos ainda dizem que uma elevada oferta de açúcar está chegando ao mercado", disse Jack Scoville, do Price Futures Group, à Dow Jones Newswires. Segundo ele, a commodity enfrenta forte resistência no patamar de 19 centavos de dólar. Também ontem, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) reportou que já foram produzidas no Brasil 34 milhões de toneladas de açúcar na safra 2012/13, até a segunda quinzena de fevereiro, aumento de 8,8% ante o mesmo período do ciclo passado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 45,44, em queda de 4,18%.
 
Peso da oferta O café arábica enfrentou perdas pelo terceiro pregão consecutivo ontem na bolsa de Nova York, já que a grande oferta esperada para o Brasil (maior fornecedor global do grão) superou as preocupações com a proliferação do fungo "roya" na América Central. Os papéis para maio encerraram em baixa de 175 pontos, a US$ 1,4060 por libra-peso. Durante a sessão, entretanto, traders que apostam na alta das cotações viram a baixa do grão como uma oportunidade de aumentar as posições compradas, diante da percepção de que o mercado ainda tende a avançar por conta das tensões com o "roya". No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 310 e a máxima de R$ 320, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
 
Realização de lucros A continuidade de um movimento de realização de lucros, iniciado na sessão anterior, puxou novamente a soja para baixo ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam em queda de 21,75 centavos, a US$ 14,47 por bushel. "A demanda pela oleaginosa dos EUA tem sido reduzida porque as entregas do Brasil ao exterior estão ganhando força, o que tira a pressão dos estoques americanos", disse Vinícius Xavier, consultor da FCStone. Além disso, o clima tem melhorado em importantes regiões produtoras do mundo, como nos EUA e também na Argentina, que vinham sofrendo com uma estiagem. Em Alto Araguaia (MT), a saca de soja foi negociada a R$ 48,10 para compra e R$ 49 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Demanda para ração As cotações do trigo subiram ontem nas bolsas americanas, em meio à forte demanda para uso em rações, já que a commodity está mais "em conta" do que o milho (concorrente no segmento de alimentação animal). Em Chicago, os papéis para maio fecharam em alta de 6,50 centavos, a US$ 7,10 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento subiram 2,50 centavos, a US$ 7,3775 por bushel. Ainda assim, recentes chuvas sobre as Grandes Planícies dos EUA, onde as lavouras de trigo se desenvolvem no país, aliviaram o temor de que a seca reduzisse a produção local - o que pode voltar a pressionar os preços. No Paraná, a saca ficou a R$ 39,73, queda de 0,43%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
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