15/03/2013
Commodities Agrícolas
Maior valor em 11 meses
O algodão rompeu ontem em Nova York o nível de 90 centavos de dólar por libra-peso pela primeira vez em 11 meses. Os papéis para julho fecharam em forte alta de 199 pontos, a 91,54 centavos de dólar por libra-peso. Segundo Ariel Coelho, consultor da FCStone, uma nova redução dos estoques americanos - de 4,5 milhões para 4,2 milhões de fardos, indicados no relatório de sexta-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) -, e a maior demanda colaboraram para a valorização. A commodity também tem rompido vários patamares técnicos, o que incentiva compras especulativas. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu por R$ 62,83 ontem, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Tensão com a China
A soja caiu pelo terceiro pregão seguido ontem em Chicago, diante da crescente expectativa de que a América do Sul colha este ano um elevado volume da oleaginosa. Os papéis para maio fecharam em queda de 11,50 centavos, a US$ 14,3550 por bushel. Os traders que antes apostavam na alta dos preços da soja estão preocupados de que a China, maior importador mundial, possa desistir das compras dos EUA, já que o avanço da colheita no Brasil representa uma alternativa importante de oferta aos chineses. Além disso, as vendas americanas na semana até 7 de março, divulgadas ontem, ficaram em 783,7 mil toneladas, próximas do mínimo esperado, o que adicionou pressão às cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca ficou em R$ 61,81, em baixa de 0,31%.
No embalo do trigo
O avanço do trigo deu força às cotações do milho na bolsa de Chicago, já que as duas commodities concorrem no segmento de alimentação animal. Os contratos com vencimento em maio encerraram em elevação de 6,25 centavos ontem, a US$ 7,1650 por bushel. O bom volume de vendas americanas anunciado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 653,3 mil toneladas, também ficou acima da expectativa dos analistas - que giravam entre 200 mil a 500 mil toneladas - e contribuiu para que a commodity registrasse ganhos. Em Primavera do Leste (MT), a saca de milho foi negociada a R$ 20,35 para compra e R$ 21,75 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Vendas aquecidas
Vendas aquecidas de trigo dos EUA sustentaram os preços da commodity ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para maio fecharam em alta de 14,75 centavos, a US$ 7,2475 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento encerraram com um ganho de 15 centavos, a US$ 7,5275 por bushel. Segundo relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país exportou 1,08 milhão de toneladas na semana até 7 de março. A demanda pelo trigo para uso em ração vinha crescendo nos últimos dias, já que o produto estava mais barato que seu substituto, o milho. No Paraná, a saca ficou em R$ 39,82, em alta de 0,23%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).