18/03/2013
Commodities Agrícolas
Clima e doenças A expectativa de que estimativas para a produção de laranja da Flórida sofram novos ajustes para baixo em virtude de adversidades climáticas e do avanço de doenças nos pomares impulsionou as cotações do suco de laranja na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para julho fecharam a US$ 1,3705 por libra-peso, ganho de 240 pontos em relação à véspera. No dia 8 de março, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu sua estimativa para a safra da fruta no Estado americano em 1,4%, para 139 milhões de caixas de 40,8 quilos. A Flórida reúne o segundo maior parque citrícola do mundo, depois do paulista. No mercado spot de São Paulo, a caixa da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,61, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Safra "alcooleira" As cotações do açúcar voltaram a registrar leve alta na sexta-feira na bolsa de Nova York, pelo segundo pregão consecutivo. Mais uma vez, os ganhos foram garantidos pelas perspectivas de que a safra de cana no Brasil seja mais "alcooleira" do que "açucareira". Os contratos com vencimento em julho fecharam a 18,85 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 5 pontos em relação à véspera. Em nota, o banco Macquarie considerou, ainda, que o potencial atraso do escoamento da produção brasileira por causa de problemas logísticos também poderá enxugar um pouco o mercado nas próximas semanas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo recuou 1,87% e encerrou a semana a R$ 43,57.
Moagem menor Os preços da soja caíram pelo quarto pregão consecutivo na sexta-feira em Chicago, pressionados por dados que indicaram uma queda maior que a esperada no processamento da oleaginosa nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 5,25 centavos, a US$ 14,1075 por bushel. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês), a moagem de soja nos EUA recuou 13,8% em fevereiro, para 3,71 milhões de toneladas em fevereiro. Analistas aguardavam, em média, um recuo a 3,87 milhões de toneladas, informou a Dow Jones Newswires. No oeste da Bahia, a saca ficou cotada em R$ 47,75, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Demanda aquecida Apesar de um pequeno movimento de realização de lucros, o trigo fechou em alta em Chicago na sexta-feira. Os contratos com entrega em julho encerraram com um ganho de 1,25 centavo, a US$ 7,2125 por bushel. A expectativa de maior demanda, inclusive para uso em alimentação animal, colaborou para o recente avanço do cereal. Contudo, a perspectiva de que a colheita de trigo seja maior este ano em importantes fornecedores mundiais, caso de Rússia e Ucrânia, adiciona pressão aos preços. Nos EUA, o tempo úmido dos últimos dias também tem colaborado para aliviar as tensões com o clima seco sobre as lavouras de trigo do país. No Paraná, a saca saiu por R$ 39,76, em queda de 0,15%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).