19/03/2013
Commodities Agrícolas
Aversão ao risco Em dia marcado pela aversão ao risco, os preços do café recuaram ontem em Nova York. Os contratos de arábica para entrega em maio encerraram em forte baixa de 315 pontos, cotados a US$ 1,3435 por libra-peso. O plano de resgate financeiro do Chipre renovou as preocupações com a crise da zona do euro, impulsionou a cotação do dólar e reduziu o apetite dos investidores por ações e commodities. No lado dos fundamentos, a proximidade da colheita na Colômbia e o aumento dos estoques mundiais também pesaram. Desde o início da safra 2012/13, em 1º de outubro, os estoques de café arábica certificados pela bolsa de Nova York cresceram 28%. No Brasil, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou ontem entre R$ 300 e R$ 310, segundo o Escritório Carvalhaes.
Incerteza econômica Após quatro pregões consecutivos de alta na bolsa de Nova York, o preço do algodão recuou ontem, golpeado pelas incertezas no cenário econômico global. Os contratos com vencimento em julho, mais negociados, fecharam em baixa de 138 pontos, cotados a 91,38 centavos de dólar por libra-peso. Em entrevista à Dow Jones Newswires, o analista do Citigroup Sterling Smith disse não acreditar que a recente escalada nos preços da fibra tenha chegado ao fim. Segundo ele, as preocupações com a oferta de algodão - com a provável redução da área plantada nos Estados Unidos - podem voltar a impulsionar as cotações. No Oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada ontem a R$ 66,13, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Embarques firmes A volta das tensões com a situação da economia europeia chegou a pesar ontem sobre o milho na bolsa de Chicago, mas o bom volume das exportações americanas, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ajudou a dar sustentação aos futuros do grão. Os papéis com entrega em julho fecharam com um ganho de 3 centavos, a US$ 7,0325 por bushel. Na semana encerrada em 14 de março, os EUA enviaram ao exterior 391,2 mil toneladas de milho, um pouco acima das estimativas dos analistas, que oscilavam de 250 mil a 380 mil toneladas. Em Campo Verde (MT), a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 19,40 para compra e R$ 20,75 para venda, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Otimismo com colheita Os preços do trigo nas bolsas americanas sentiram ontem o peso do mau humor financeiro e da crescente expectativa de boa colheita ao redor do mundo este ano. Em Chicago, os papéis para julho encerraram em queda de 8,25 centavos, a US$ 7,13 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento recuaram 6,25 centavos, a US$ 7,4950 por bushel. As vendas da commodity pelos EUA ficaram dentro do esperado para a semana encerrada em 14 de março, em 651,7 mil toneladas, mas abaixo das 780,9 mil toneladas da semana anterior, o que colaborou para manter as cotações em baixa. No Paraná, a saca de 60 quilos de trigo ficou em R$ 39,79, alta de 0,08%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).