20/03/2013
Commodities Agrícolas
Pressão de oferta Os preços internacionais do café arábica ficaram estáveis ontem. Em Nova York, os contratos para julho permaneceram em US$ 1,3590 por libra-peso. A expectativa de uma grande oferta vinda do Brasil neste ano, somada a estoques já elevados, continua a pesar sobre os preços da commodity. Desde o início do ano, os estoques de arábica certificados pela bolsa de Nova York cresceram 6,8%. Além disso, o recuo dos preços ao menor nível em quase 34 meses pode encorajar mais vendas de posições por parte dos fundos e de outros agentes que apostavam em uma valorização, disse Rodrigo Costa, diretor financeiro da importadora Caturra Coffee, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 293,61, queda de 0,85%.
Tempo frio A previsão de queda das temperaturas na Flórida, que detém o segundo maior parque citrícola do mundo, colaborou para impulsionar as cotações do suco de laranja ontem em Nova York. Os contratos para maio encerraram em alta de 40 pontos, a US$ 1,3815 por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) projeta temperaturas abaixo da média para a Flórida no fim de março, às vésperas do início da colheita da fruta na região. O greening, doença bacteriana de difícil controle, está afetando lavouras da região, e uma onda de frio pode prejudicar ainda mais a safra. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias avançou 2,12%, para R$ 6,75, segundo o Cepea/Esalq.
Plantio americano Os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, impulsionados pelas especulações em relação ao próximo plantio nos Estados Unidos - no dia 28, o USDA divulga sua primeira projeção oficial para o plantio da safra 2013/14. Os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 15 pontos, a 91,53 centavos de dólar por libra-peso. No mês passado, o Conselho Nacional de Algodão dos EUA projetou uma queda de 27% na área destinada à commodity neste ano, mas a analista da Knight Futures, Sharon Johnson, ponderou, em entrevista à Dow Jones Newswires, que a recente alta nos preços pode aumentar o interesse dos agricultores pelo cultivo. Na Bahia, a arroba da pluma ficou em R$ 66,13 ontem, segundo a Associação de Agricultores e Imigrantes da Bahia.
De carona com o milho Após duas quedas seguidas, os preços do trigo subiram ontem no mercado futuro dos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os contratos para entrega em julho fecharam em alta de 7,75 centavos, cotados a US$ 7,20 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento fechou a US$ 7,5675 por bushel, ganho de 7,25 centavos. Analistas disseram à agência Dow Jones Newswires que o mercado de trigo foi influenciado pela alta nos preços do milho (uma alternativa ao trigo para a produção de rações) e pelas incertezas em relação à colheita de inverno dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o preço médio do trigo pago ao produtor do Paraná subiu 1,55% ontem, para R$ 739,87 por tonelada, segundo o Cepea/Esalq. No Rio Grande do Sul, o cereal recuou 2,6%, a R$ 608,15 por tonelada.