Commodities Agrícolas
Temor com a seca
Em meio a um baixo volume de negócios, o suco de laranja avançou ontem em Nova York. Os contratos para julho fecharam em alta de 105 pontos, a US$ 1,3745 por libra-peso. A estiagem na Flórida, Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, ajudou a fazer os preços subirem. Previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, reproduzidas pela Dow Jones Newswires, indicam que o tempo seco na Flórida tende a se intensificar nos próximos três meses. A ausência de umidade colabora para a proliferação do greening, doença bacteriana que tem devastado lavouras na Flórida. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 6,99, segundo o Cepea/Esalq.
Área maior nos EUA
O algodão voltou a enfrentar perdas na sessão passada na bolsa de Nova York, pressionado pela expectativa de que os agricultores americanos venham a plantar este ano uma área da fibra maior do que se previa. Os contratos com vencimento em julho fecharam com uma perda de 45 pontos, a 87,82 centavos de dólar por libra-peso. Analistas acreditam que a recente escalada nos preços da commodity tende a encorajar os agricultores dos Estados Unidos a plantar cerca de 400 mil hectares a mais do que os 3,64 milhões de hectares previstos no mês passado pelo Conselho Nacional do Algodão do país. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o pagamento em oito dias ficou em R$ 2,1320 por libra-peso, com uma valorização de 0,20%.
Atenção ao USDA
O milho avançou ontem na bolsa de Chicago, impulsionado pela oferta limitada e pelas preocupações com o plantio nos EUA, devido ao frio. Os papéis para julho fecharam com um ganho de 6,75 centavos, a US$ 7,1525 por bushel. As atenções dos traders estão voltadas para o relatório que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará na quinta-feira sobre área plantada e estoques. Analistas ouvidos pela Dow Jones preveem que o milho cubra, em média, 39,37 milhões de hectares em 2013/14 nos EUA, ante os 39,33 milhões de hectares de 2012/13. Em relação aos estoques em 1º de março, a estimativa é de que cheguem a 127,76 milhões de toneladas, queda de 16,5% em um ano. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca ficou a R$ 29,46, queda de 0,14%.
Clima mais úmido
Os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, em função das previsões de clima mais úmido para as Grandes Planícies dos EUA (onde se concentra a produção do cereal no país), após um período de seca. Em Chicago, os contratos para julho fecharam em baixa de 0,25 centavo, a US$ 7,29 por bushel. Em Kansas, bolsa que negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento encerraram em queda de 2,25 centavos, a US$ 7,6425 por bushel. Tempestades de neve e chuvas no fim de semana no cinturão americano do trigo devem melhorar a umidade do solo - e novas precipitações são esperadas esta semana. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou em R$ 40,00, alta de 0,63%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).