Commodities Agrícolas

01/04/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
De lado À espera de informações consistentes sobre a produção brasileira de açúcar na safra 2013/14, os contratos futuros da commodity caíram na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos de segunda posição (com vencimento em julho) recuaram 12 pontos, para 17,7 centavos de dólar por libra-peso. "Não há razão para o mercado subir até que nós tenhamos informações mais substanciais do primeiro produtor mundial, o Brasil", afirmou Hector Galvan, corretor sênior da R.J. O'Brien, baseado em Chicago. "Podemos ver o mercado de lado, até que a cotação do açúcar ultrapasse novamente os 18 centavos de dólar", completa ele. No mercado doméstico, o indicador para o açúcar cristal Cepea/Esalq em São Paulo caiu 0,16% na última quinta-feira, para R$ 43,13 a saca de 50 quilos.
 
Dentro do esperado Em linha com as previsões dos analistas de mercado, a estimativa do USDA de uma queda de 18,6% da área plantada de algodão nos EUA na safra 2013/14 não sustentou uma valorização dos preços da commodity em Nova York na última quinta-feira. O mercado chegou a operar em alta de quase 2% logo após a divulgação do USDA, mas o devolveu os ganhos ao longo do dia. Os contratos de segunda posição (com vencimento em julho) encerraram o pregão cotados a 89,81 centavos de dólar por libra-peso, estável em relação à última quarta-feira. De acordo com a projeção do USDA, os americanos plantarão 4,05 milhões de hectares de algodão. Antes do relatório, os analistas estimavam um plantio de 40,7 milhões de hectares. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,67%, a R$ 2,16 por libra-peso.
 
Temor da ferrugem Além do alívio ao mercado financeiro com a reabertura relativamente tranquila dos bancos no Chipre na quinta-feira, a continuidade das preocupações com o fungo "roya", que provoca a ferrugem nos cafezais da América Central e do México, seguiu como responsável pela alta dos preços de café arábica na bolsa de Nova York no último pregão da semana antes do feriado de Páscoa. Entretanto, organizações regionais afirmam que as maiores perdas devem ser registradas na safra 2013/14, com início em outubro. Os contratos com entrega em julho subiram 45 pontos (0,32%), para US$ 1,3965 por libra-peso. No mercado físico interno, o indicador Cepea/Esalq teve retração de 0,2% na quinta-feira e ficou a R$ 300,97 por saca. No mês, a variação é negativa em 2,73%.
 
Oferta menor O fim da colheita em importantes países produtores na África Ocidental promoveu um interesse de compra pelos contratos de cacau na quinta-feira na bolsa de Nova York, último pregão da semana. "Relatórios mostram uma oferta menor em importantes produtores como a Costa do Marfim", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures, em Chicago, à Dow Jones Newswires. "Isso provocou um rali na sessão", acrescentou Scoville. Os papéis do produto com vencimento em julho, normalmente os de maior liquidez, encerraram com elevação de US$ 22 (1,01%), a US$ 2.185 por tonelada. No mercado brasileiro de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio do cacau ficou em R$ 61 a arroba, estável ante o dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
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