Commodities Agrícolas

04/04/2013

Commodities Agrícolas

 

Influência da colheita

O açúcar demerara voltou a registrar perdas na bolsa de Nova York no pregão de ontem, já que o mercado segue pressionado pelo início da colheita de cana no Brasil. Os contratos com vencimento em julho fecharam em queda de 8 pontos, a 17,58 centavos de dólar por libra-peso. Contudo, analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires ressaltam que a expressiva baixa nos preços da commodity - que estão próximos dos menores níveis em 32 meses neste começo de safra - pode fazer as usinas brasileiras se concentrarem na produção de etanol, o que limitaria a oferta de açúcar, ao menos no curto prazo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos de açúcar cristal ficou em R$ 42,94 ontem, ligeira alta de 0,02%.

Fungo preocupa

O café arábica avançou na sessão passada em Nova York, embalado pelo dólar enfraquecido ante uma cesta de moedas e pela continuidade das preocupações com a disseminação do fungo roya nas lavouras da América Central e no México. Os papéis com entrega em julho encerraram com um expressivo ganho de 325 pontos, a US$ 1,4205 por libra-peso. Keith Flury, analista do Rabobank, afirmou à Dow Jones Newswires que as cotações do arábica devem subir de maneira modesta em 2013, em função do recuo na produção que o roya deve causar. Para ele, o grão pode chegar a US$ 1,50 por libra-peso até o fim do ano. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 300 e R$ 310, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Foco nos embarques

O algodão registrou ganhos pela segunda sessão consecutiva em Nova York ontem, diante da expectativa positiva para as exportações semanais americanas, que serão anunciadas hoje. Os papéis para julho encerraram ontem em alta de 34 pontos, a 90,68 centavos de dólar por libra-peso. Chris Kramedjian, consultor da FCStone, disse à Dow Jones Newswires que uma venda externa semanal de 150 mil a 200 mil fardos dos EUA teria um efeito altista no mercado da fibra. "Quanto mais algodão for enviado para fora do país, obviamente maior será a pressão de alta sobre os preços, porque isso implica estoques menores no curto prazo", afirmou. No oeste da Bahia, a arroba da pluma ficou em R$ 66,13, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Forte alta

O trigo voltou a avançar nas bolsas americanas ontem, impulsionado por compras técnicas e pela frustração com as chuvas nas Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra o cultivo do cereal do país. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam em forte alta de 24 centavos, a US$ 7,0125 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento subiram 18,25 centavos, a US$ 7,4250 por bushel. Precipitações abaixo do esperado no Texas, em Oklahoma e Kansas ajudaram a dar gás aos preços da commodity, já que o cinturão de trigo americano ainda enfrenta as consequências de uma forte seca. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou estável, a R$ 40,01, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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