Commodities Agrícolas

16/04/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Contra a maré O suco de laranja nadou contra a maré que derrubou ontem as cotações das commodities agrícolas e fechou em forte alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam o dia em alta de 505 pontos a US$ 1,4830 a libra-peso. Especialistas disseram à Dow Jones Newswires que o movimento foi provocado pela expectativa de que a oferta continuará apertada. As outras commodities recuaram diante da desaceleração do crescimento da economia Chinesa. "O suco de laranja tem fundamentos específicos que oferecem suporte aos preços", disse Sterling Smith, do Citigroup em Chicago. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco permaneceu, em média, a R$ 6,94, conforme o Cepea/Esalq.
 
Efeito China Os preços da soja cederam ao mau humor dos investidores e fecharam a segunda-feira em queda na Bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em julho (o segundo vencimento, normalmente o mais negociado) recuaram 23,35 centavos, a US$ 13,56 por bushel. Dados que sugerem uma desaceleração na economia chinesa provocaram liquidações em todo o mercado de commodities. A informação de que os EUA esmagaram menos soja em março do que o esperado pelos analistas de mercado também pesou sobre os futuros da oleaginosa. Apesar disso, os prêmios pagos no mercado físico americano seguem aquecidos e devem sustentar as cotações no curto prazo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja entregue no Paraná caiu 0,14%, a R$ 55,39 por saca de 60 quilos.
 
Conjuntura baixista Os preços do milho negociado na bolsa de Chicago fecharam a segunda-feira no vermelho. Os lotes para entrega em julho (o segundo vencimento, normalmente o mais líquido) recuaram 13,25 centavos, para US$ 6,28 por bushel. A preocupação com a demanda da China, que ontem anunciou um crescimento abaixo do esperado para o primeiro trimestre, derrubou sobre os mercados de produtos primários. O grão também tem sido pressionado pela fraca demanda para exportação e pela previsão de um plantio recorde nos Estados Unidos, embora a preocupação com o baixo nível dos estoques americanos tenha dado algum suporte às cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho entregue em Campinas caiu 0,99%, para R$ 26,05 por saca de 60 quilos.
 
Sob pressão O trigo liderou o movimento de baixa que predominou nos mercados futuros agrícolas ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fechou em baixa de 20,25 centavos, cotados a US$ 6,9925 por bushel. Além de influenciado pela mau humor dos investidores com o PIB chinês no primeiro trimestre, pesaram sobre o cereal as perspectivas de uma grande produção mundial na safra 2013/14. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, o mercado também precificou a expectativa de melhora na condição das lavouras americanas de inverno, castigadas pela estiagem. No Brasil, o preço médio do trigo no mercado paranaense caiu 0,40%, a R$ 708,92 por tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
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