18/04/2013
Commodities Agrícolas
Sob pressão O preço do açúcar demerara cedeu ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) encerraram o dia a 17,79 centavos de dólar por libra-peso, um recuo de 8 pontos. O mercado tem sido pressionado pelo início da colheita e processamento da cana-de-açúcar no Brasil, assim como pela previsão de um grande excedente na produção mundial da commodity. Na outra ponta, a expectativa de que as usinas destinem um maior volume de cana para a produção de etanol, restringindo o aumento da oferta de açúcar, impõe um limite para a baixa. Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o preço do açúcar cristal em São Paulo subiu 0,71%, para R$ 45,14 por saca de 50 quilos.
Oferta estreita Os preços da soja voltaram a subir ontem em Chicago. Os contratos para julho (o segundo vencimento, normalmente o mais negociado) fecharam em alta de 4,75 centavos, a US$ 13,80 por bushel. Os futuros da commodity seguem a refletir o aperto da oferta nos EUA, onde os estoques encontram-se em níveis historicamente baixos. Tradings e processadoras pagam um "prêmio" até 70 centavos de dólar por bushel pela soja disponível nos armazéns de Estados como Iowa, um recorde para esta época do ano, segundo a Dow Jones Newswires. Os problemas logísticos no Brasil contribuem para a alta, uma vez que estimulam a demanda por soja americana. Ontem, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá subiu 0,12%, para R$ 59,25 por saca.
Plantio atrasado Os preços do milho subiram ontem no mercado futuro americano. Em Chicago, a commodity para entrega em julho (o segundo vencimento, normalmente o mais líquido) fechou em alta de 50 centavos, a US$ 6,4125 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, a preocupação com o atraso do plantio no Meio-Oeste dos EUA ajudou a puxar os preços, sobretudo nos contratos para entrega no fim do ano. Traders especulam que as chuvas que impedem o início dos trabalhos em Iowa e Illinois podem reduzir o potencial de produtividade das lavouras e levar alguns produtores a plantar soja no lugar do milho. A queda na produção de etanol nos EUA na semana passada limitou a alta. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho em Campinas caiu 1,44%, a R$ 25,39 a saca.
Mercado dividido Os preços do trigo fecharam em leve baixa ontem no mercado futuro americano. Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com desvalorização de 50 centavos, cotados a US$ 7,0725 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o produto de melhor qualidade, o cereal recuou 0,25 centavo, a US$ 7,4750 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado está divido entre a preocupação com a produtividade das lavouras de inverno nos Estados Unidos e a expectativa de uma grande produção mundial neste ano. No Paraná, o preço médio do trigo ficou praticamente estável ontem (alta de 0,09%, em R$ 709,88 por tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.