Commodities Agrícolas

29/04/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
Piso em cinco semanas As perspectivas de boa produção de café no Brasil na safra 2013/14, que já começou a ser colhida, derrubaram as cotações da espécie arábica ao menor patamar em cinco semanas na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em julho, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega naquele mercado, encerraram a semana a US$ 1,3395 por libra-peso, queda de 345 pontos em relação ao fechamento de quinta-feira. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires confirmaram que a pressão de vendas do produto brasileiro atualmente é grande. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 305 e R$ 315, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Realização de lucros Com mais altas do que baixas nas últimas semanas, por conta de adversidades climáticas em regiões produtoras da Flórida - que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo, menor apenas que o de São Paulo -, o suco de laranja voltou a ser alvo de um movimento de realização de lucros na sexta-feira em Nova York. Assim, os contratos futuros com vencimento em julho, que ocupam a segunda posição de entrega naquele mercado, fecharam a US$ 1,3875 por libra-peso, em queda de 450 pontos em relação à véspera. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, abaixo de R$ 7, segundo o Cepea/Esalq. O valor continua insuficiente para cobrir os custos de grande parte dos citricultores.
 
Virada "altista" Depois de esboçarem um movimento de realização de lucros no início desta sexta-feira, os contratos futuros de soja mudaram de lado e fecharam em alta na sexta-feira na bolsa de Chicago, reflexo da preocupação dos investidores com os estoques apertados da commodity no curto prazo. Os papéis do grão para entrega em julho fecharam a US$ 13,81 por bushel, ganho de 8,75 centavos de dólar em relação à véspera. Apesar da valorização, a desaceleração das importações da China continua a pressionar as cotações. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão continua a ser negociada entre R$ 47 e R$ 49, conforme informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à federação da agricultura e pecuária do Estado (Famato).
 
Plantio nos EUA As boas perspectivas que cercam o plantio de milho nos Estados Unidos na safra 2013/14, que já está em fase de semeadura, voltaram a pressionar as cotações do cereal na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em julho, que ocupam a segunda posição de entrega, fecharam a US$ 6,1975 por bushel, baixa de 4,74 centavos de dólar em relação à véspera. As cotações chegaram a subir no início do pregão, de carona com a soja (ver ao lado), mas as previsões meteorológicas favoráveis às lavouras do Meio-Oeste americano predominaram e houve a virada. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho saiu, em média, a R$ 19,50, 0,67% mais do que na quinta-feira, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
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